Região Nordeste

Por Maristela Lopes

Falta de água potável, falta de titulação e demarcação das terras dos quilombolas e indígenas, falta de escolas, de posto médico.

Esses são alguns dos exemplos de violação dos direitos humanos que constam no Relatório da Missão à Petrolina e região do Rio São Francisco, apresentado pela Plataforma Dhesca Brasil – Rede Nacional de Direitos Humanos, que congrega entidades ligadas às redes de direitos humanos da sociedade civil.

Por AS-PTA

O presidente da Fapija (Federação das Associações do Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi) admite que dá permissão para o uso da água contaminada por agrotóxicos em troca de R$ 350 mil por mês para projeto de irrigação.

O presidente da SAAE (Sistema Autônomo de Água e Esgoto) de Limoeiro do Norte apoia a distribuição da água contaminada: “as pessoas querem a água ali, e não há agora outra forma de levar se não retirando do projeto de irrigação.”

No próximo dia 23 de janeiro, os moradores de Jaguaretama, no Ceará, farão um grande ato político de recepção aos militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) que retornam do Haiti. Desde março do ano passado eles participam da ação de solidariedade da Via Campesina ao povo haitiano, com uma brigada de 28 militantes que ajudou naquele país após o terremoto de janeiro 2010.

Moradores de 19 municípios de Tocantins e Maranhão estarão realizando, no dia 15 de dezembro, a marcha “Águas e terras para a vida não para o negócio” no município de Tasso Fragoso, MA. Eles protestam contra o leilão de duas usinas hidrelétricas no Rio Parnaíba: a UHE Ribeiro Gonçalves (11MW) e a UHE de Castelhano (64MW), previsto para o próximo dia 17.

Da Radioagência NP

A população dos estados do Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará vai pagar a água mais cara do país após a concretização das obras de transposição do Rio São Francisco.

O valor por mil litros da água será de aproximadamente R$ 0,13. A informação foi publicada portal Folha.com. O valor será recebido pela estatal Agnes. Aproximadamente 12 milhões de pessoas serão beneficiadas.

Atingidos pela barragem de Sobradinho há mais de 30 anos, apenas agora os ribeirinhos estão recebendo energia em suas residências. Eles foram submetidos a viver de forma  precária, sem os direitos fundamentais como acesso à água, moradia, terra, educação, saúde e principalmente sem energia elétrica. A partir da organização e luta ainda na década de 70, os atingidos avançam na busca dos direitos, conquistando cisternas, a produção em hortas e o acesso à energia elétrica.

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), em aliança com outras organizações da Via Campesina e com entidades urbanas, realiza uma marcha pelas avenidas da cidade de Santa Maria da Boa Vista (PE), nesta manhã (28/5). O ato faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina.

Ontem (12/05) o MAB, MST, pastorais sociais e estudantes fizeram um ato público, com 600 pessoas, no município de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará, em defesa da lei que proíbe a pulverização aérea de lavouras pelas empresas de fruticultura irrigada na região do Baixo Jaguaribe.

Desde a manhã de hoje (7 de maio) cerca de 400 famílias ameaçadas pela barragem de Riacho Seco e Pedra Branca estão mobilizadas na comunidade Cerca de Pedra, no município de Curaça/BA, contra a construção das duas usinas. Dois funcionários da Chesf, empresa interessada na construção das obras, foram impedidos de deixar a comunidade, depois de fazerem mais uma de suas visitas. Em assembléia, eles decidem quais serão as ações para amanhã e para os próximos dias.