Região Sudeste

Aconteceu na noite desta quinta-feira (14) o lançamento do Comitê do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) em Minas Gerais. Entidades estiveram reunidas durante audiência pública na Assembleia Legislativa para mostrar a unidade e disposição das organizações mineiras na construção do fórum que visa proteger as águas brasileiras contra o capital estrangeiro.

Separados pela lama, unidos pela luta, famílias questionam como a Samarco fez quatro barragens e foi incapaz de construir 9 casas para o reassentamento.

1)      Memória permanente do rompimento e dos mortos

Neste dia 5 de novembro completaram-se dois anos do rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, de propriedade da Samarco Mineração S.A, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, as duas maiores mineradoras globais no minério de ferro.

Desde o rompimento da barragem de Fundão em Mariana (MG), milhares de pessoas que vivem as margens do Rio Doce lidam com a incerteza do futuro da Bacia Hidrográfica. Além dos municípios Mineiros, comunidades e cidades do Estado do Espírito Santo sofrem com as consequências do crime da Samarco (Vale/BHP Billiton).

Durante o seminário Balanço de 2 anos do rompimento da barragem de Fundão, a pescadora Regiane Soares manifestou sua indignação em relação aos descaso da Fundação Renova com as mulheres atingidas.

MAB faz avaliação sobre atuação das mineradoras, (in) Justiça e lentidão no processo de reassentamento das famílias que perderam casas 

No dia 5 de novembro de 2015, as populações da Bacia do Rio Doce foram brutalmente atingidas pelo maior desastre socioambiental do Brasil, com o rompimento da barragem de Fundão, das mineradoras Samarco-Vale-BHP Billiton, no distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana-MG. A lama tóxica destruiu comunidades, ceifou vidas, desalojou populações inteiras, devastou o meio ambiente, atingiu o Rio Doce e chegou ao Oceano Atlântico, jogando na incerteza e na insegurança milhares de pessoas.

Atingidos pela lama de rejeitos da Samarco do município de Colatina no Espirito Santo, realizaram na manhã de hoje (04) o 3º Manifesto em favor do Rio Doce. Com início das atividades de dois anos do crime em Mariana, os manifestantes marcharam pelas ruas da cidade com cruzes, cartazes e faixas denunciando a impunidade das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton.

As relações existentes entre os rios e os homens são imensuráveis. Os rios são elos que aproximam culturas, economias, povos. São referências para formação das identidades locais, testemunhos da memória, da fé e do trabalho das regiões. Com o rompimento da barragem de Fundão, a lama de rejeitos da mineradora Samarco percorreu quase 700 km pelo rio Doce e se espalhou por mar adentro, atingindo mais de 40 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.  Mais de meio milhão de pessoas.

O dia 05 de novembro marca os dois anos do crime da Samarco, Vale e BHP Billiton, o maior da história do Brasil e um dos maiores da mineração global. Para reafirmar nossa homenagem aos mortos, nossa indignação com as injustiças o fortalecimento de organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), arquidiocese de Mariana e as comunidades atingidas organiza celebrações, marchas e audiência pública nos dias 05 e 06 de novembro, nas cidades de Barra Longa e Mariana.