Região Sudeste

MAB faz avaliação sobre atuação das mineradoras, (in) Justiça e lentidão no processo de reassentamento das famílias que perderam casas 

No dia 5 de novembro de 2015, as populações da Bacia do Rio Doce foram brutalmente atingidas pelo maior desastre socioambiental do Brasil, com o rompimento da barragem de Fundão, das mineradoras Samarco-Vale-BHP Billiton, no distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana-MG. A lama tóxica destruiu comunidades, ceifou vidas, desalojou populações inteiras, devastou o meio ambiente, atingiu o Rio Doce e chegou ao Oceano Atlântico, jogando na incerteza e na insegurança milhares de pessoas.

Atingidos pela lama de rejeitos da Samarco do município de Colatina no Espirito Santo, realizaram na manhã de hoje (04) o 3º Manifesto em favor do Rio Doce. Com início das atividades de dois anos do crime em Mariana, os manifestantes marcharam pelas ruas da cidade com cruzes, cartazes e faixas denunciando a impunidade das empresas Samarco, Vale e BHP Billiton.

As relações existentes entre os rios e os homens são imensuráveis. Os rios são elos que aproximam culturas, economias, povos. São referências para formação das identidades locais, testemunhos da memória, da fé e do trabalho das regiões. Com o rompimento da barragem de Fundão, a lama de rejeitos da mineradora Samarco percorreu quase 700 km pelo rio Doce e se espalhou por mar adentro, atingindo mais de 40 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo.  Mais de meio milhão de pessoas.

O dia 05 de novembro marca os dois anos do crime da Samarco, Vale e BHP Billiton, o maior da história do Brasil e um dos maiores da mineração global. Para reafirmar nossa homenagem aos mortos, nossa indignação com as injustiças o fortalecimento de organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), arquidiocese de Mariana e as comunidades atingidas organiza celebrações, marchas e audiência pública nos dias 05 e 06 de novembro, nas cidades de Barra Longa e Mariana.

Missas, marchas, seminários e audiências públicas marcam os dois anos de lama e luta dos atingidos pelo maior crime socioambiental

A cidade de Salinas foi a primeira do Norte de Minas Gerais que a Caravana Lula pelo Brasil passou na tarde desta quinta-feira (26) e mobilizou todas as cidades e comunidades rurais da região. Antes da ida a Montes Claros, Lula colocou na rota o território geraizeiro. “Estamos fazendo quase uma revisita ao Brasil e ver como estão às regiões”, disse o ex-presidente.

Relato aconteceu no segundo dia da caravana Lula por Minas Gerais , em Governador Valadares.

Do avião já se vê o rio de lama que corta o norte do estado de Minas Gerais. Até novembro de 2015, o Rio Doce era fonte de alegria, alimento, vida. Foi quando o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, transformou em barro tóxico o leito que banha mais de 850 quilômetros de terras nos estados de Minas e Espírito Santo.

Brigada de Agitação e Propaganda foi à Seropédica dialogar com estudantes sobre a necessidade de organizar os trabalhadores e promover a luta pela soberania nacional.