Região Sudeste

Manifestantes organizados no MAB fecharam principal via de acesso à mineradora


Cerca de cem atingidos pela Barragem de Fundão ocuparam a rodovia MG 129, na manhã desta sexta-feira (14), em Mariana (MG). Eles protestaram contra a mineradora Samarco (Vale e BHP), pois estão há um ano e oito meses sem projeto definitivo de reassentamento das casas devastadas pela lama, após o rompimento da barragem no 5 de novembro de 2015.

Cerca de 100 atingidos das comunidades tradicionais geraizeiras participaram na manhã desta quarta-feira (12) de audiência pública para discutir os conflitos agrários existentes na região de Vale das Cancelas, distrito de Grão Mogol, no Norte de Minas Gerais. Os atingidos, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), reivindicam a demarcação de seu território tradicional, predominantemente ocupado pelas monoculturas de eucalipto e pinus e ameaçado pela mineração.

“Demoramos, mas acordamos”.

“É a Samarco levando lama onde a tragédia não chegou.”

Samarco e Fundação Renova atuam dividindo e negando direitos. Atingidos buscam se organizar e construir protagonismo.

Também estavam presentes integrantes de outras categorias e organizações reunidas na Frente Brasil Popular, em Ponte Nova.

 

Neste final de semana, 24 e 25 de junho, aconteceu a 1ª etapa da Turma de Formação de Formadores da Plataforma Operária e Camponesa da Energia do Rio de Janeiro. Com a acolhida do Sindipetro Caxias, em Duque de Caxias, a etapa contou com a participação de 30 militantes, representando 10 organizações fluminenses.

Como desdobramentos de mesa negociação com a Cemig, atingidos conquistam painéis fotovoltaicos, o que economiza energia das famílias atingidas.

A sete meses de ocupação em terras devolutas do Estado de Minas Gerais, atingidos realizam evento com feira agroecológica, bingo e festa junina no lançamento do Encontro Nacional

Em audiência pública na ALMG movimentos sociais, sindicatos e deputados debatem a possibilidade do leilão de quatro usinas controladas pela Cemig

Sem água para beber, falta de títulos da terra, casas com rachaduras e pontes quebras foram às heranças deixadas pela empresa Rural Minas depois da construção de barragem