Região Sudeste

Em protestos contra a Samarco, ferrovias foram trancadas


Entre os acusados estão executivos de alto escalão e gerentes da Samarco e das controladoras, Vale e BHP Billiton

Do Brasil de Fato

O Ministério Público Federal denunciou 21 funcionários da Samarco e de suas controladoras, Vale e BHP Billiton, por homicídio com dolo eventual, ou seja, quando se assume o risco de matar, por conta do rompimento da barragem de Fundão, em 5 de novembro do ano passado. No episódio, morreram 19 pessoas.

Por meio das estruturas do Estado, mineradoras tentam impedir o livre direito à manifestação e organização dos atingidos

“Foi depois do fechamento de quase 20 horas da estrada de ferro que a Samarco fez o cadastro de todos os moradores da comunidade”, relata Regiane Souza, atingida do distrito de Mascarenhas, em Baixo Guandu (ES). A conquista foi por mérito da organização e luta de uma comunidade que se viu abandonada à própria sorte pela Samarco (Vale/BHP Billiton).

A canção “Desumano” é uma criação do músico Fafá da Barra, morador da cidade de Barra Longa, que foi atingida pela lama em novembro do ano passado


Em Barra Longa, mãe relata peregrinação por médicos. Pai trabalha em dois empregos e gasta o que ganha com remédio. Um das vacinas custa 300,00.

CRIME DA SAMARCO VALE- BHP – UM ANO DE IMPUNIDADE, LUTAR E ORGANIZAR PARA OS DIREITOS CONSQUISTAR.

 

Estimados(as) parceiros(as) e amigos(as).

O governo de Minas Gerais emitiu decreto concedendo à Samarco autorização para construção do Dique S4.  Esta medida garante os interesses da empresa e restringe o acesso das famílias, vítimas do crime, às suas próprias terras.

Em 5 de novembro de 2016 estaremos em Bento Rodrigues para reforçar que só a luta e a organização garante os direitos.

Na manhã da ultima terça-feira (13), sem qualquer estardalhaço, Michel Temer se reuniu com o presidente do Sistema Findes, Marcus Guerra, em encontro organizado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). Nas pautas da reunião, a retomada das atividades da Samarco, responsável pela tragédia em Mariana no ano passado.

Acontece na área atingida pela Barragem do Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu/RJ, o IV Encontro Internacional pela Terra e o Território. Mais de 50 pessoas vindas de todas as regiões do Brasil, da Bolívia, Chile e Colômbia participam do encontro que iniciou ontem, dia 14, e segue até sábado.