Região Sul

Atingidos da hidrelétrica de Baixo Iguaçu avaliarão proposta do governo do Paraná de retirar acampamento em frente ao canteiro de obras para garantir reassentamento

Foto: Leandro Taques 

A estaca, fincada, atravessa a terra que será engolida pela água; Fere a terra que não será mais terra


Crônica de Guilherme Uchimura

O forasteiro que chega expele concreto e lança estacas de suas entranhas. Vem para extrair energia de nossas águas. A energia está vendida para a Vale. As riquezas destinadas para a exportação. Os lucros remetidos para a Espanha.

Restam as estacas.

Ocupação das famílias atingidas pela hidrelétrica de Baixo Iguaçu completa um mês com ameaças de reintegração de posse


As Comissões de Direitos Humanos do Senado, Câmara e da Assembleia Legislativa do Paraná realizam audiência pública conjunta no dia 18 de dezembro em Capanema, para debater a violação dos direitos das famílias que perderam suas propriedades e meios de vida em função da construção da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu. 

do Brasil de Fato

Cerca de 150 famílias de agricultores resistiram à tentativa de reintegração de posse pela Polícia Militar, na tarde desta terça-feira (8), em uma ocupação em frente aos portões de acesso ao canteiro de obras da Usina Hidrelétrica (UHE) do Baixo Iguaçu, localizada em Capanema, região Sudoeste do Paraná.

Atualmente, no Paraná, vem sendo implementada, na região da UHE de Salto Santiago (municípios de Candói, Porto Barreiro e Rio Bonito do Iguaçu), a Tecnologia Social PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), um projeto de hortas circulares de produção agroecológica, que visa contribuir no fortalecimento da soberania alimentar nas regiões atingidas por barragens.

Durante o dia de ontem (24), o Movimento dos Atingidos por Barragens  (MAB) e a Associação de Estudo, Orientação e Assistência Social – ASSESOAR, realizam oficina das arpilleras com as mulheres atingidas que estão acampadas em frente à Usina do Baixo Iguaçu, na região sudoeste do Paraná.

Na Eletrosul, ontem, (18/10) a CNE – Confederação Nacional dos Eletricitários, a FNU – Federação Nacional dos Urbanitários, CNU – Confederação Nacional dos Urbanitários, A INTERSUL, o SINERGIA, o Núcleo Catarinense da Auditoria Pública Cidadã, o MST – Movimento dos Trabalhadores sem Terra e o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens, realizaram um ato protesto, contra o projeto de emenda constitucional 241/2016, que bloqueia investimentos nas áreas de saúde, educação na pesquisa e desenvolvimento, mas que ao mesmo tempo, direciona os recursos de impostos pagos pela população, ao pagament

Obra custa R$ 1,59 bilhão, mas Consórcio responsável ainda não indenizou famílias afetadas

Por Ednubia Ghisi do Brasil de Fato Paraná

Foto AENPR

 

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