Região Sul

Após os episódios de repressão policial ocorridos na última sexta-feira (13), quando doze atingidos foram detidos pela PM sob a falsa acusação de furto, hoje (16) pela manhã, os atingidos pela UHE Baixo Iguaçu voltaram a ocupar o canteiro de obras da usina.

Segundo a coordenação do MAB na região, a mobilização foi motivada pelo descaso que o poder público, em especial o governo do Paraná, sobre as rédeas de Beto Richa, e o consórcio que controla a usina, tem tratado as famílias atingidas.

Na manhã desta sexta-feira, 13 de maio, 300 atingidos pela UHE Baixo Iguaçu ocuparam o canteiro de obras da usina.

Nas últimas semanas o consórcio Geração Céu Azul formado pela Neoenergia e COPEL, não compareceram a reuniões de negociação marcadas, além de terem cancelado a reunião que ocorreria na última terça-feira, dia 10.

Cerca de 250 atingidos por barragens (MAB) e integrantes de organizações da Frente Brasil Popular (FBP) realizam bloqueio da BR 163, próximo a ponte do Rio Iguaçu, no município de Realeza, no Paraná. A rodovia liga as regiões oeste e sudoeste do estado.

O argentino Adolfo Pérez Esquivel veio ao Brasil a convite do MST e participou do Ato Unificado do 1º de Maio na Capital gaúcha.

Mesmo com o tempo chuvoso na capital gaúcha, trabalhadoras e trabalhadores ligados a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, deram início na tarde de ontem (11), ao acampamento da Legalidade e da Democracia na Praça Matriz no centro histórico de Porto Alegre (RS).


Fotos: FBP/RS

O evento ocorreu no dia 12 de março de 2016, na praça da cidade de Alba Posse, província de Misiones na Argentina. O ato ecumênico faz parte das atividades motivadas pelo Dia 14 de março, quando é celebrado o dia Internacional de Luta contra as Barragens.

Na madrugada desta segunda-feira (14), Dia Internacional de Luta contra as Barragens, 500 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a fazenda Gazola, na região Nordeste do Rio Grande do Sul.

Entre as principais demandas das camponesas está o incentivo à produção agroecológica através da proibição do uso do agrotóxico 2,4-D e da pulverização aérea em assentamentos, além de seminário estadual para discutir o impacto dos venenos nas áreas de reforma agrária.

Desde o início da manhã desta terça-feira (8), Dia Internacional de Lutas das Mulheres, centenas de atingidas por barragens ocupam a frente dos escritórios centrais da Companhia de Energia do Estado do Paraná (Copel), em protesto contra os abusivos preços da luz.