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Belo Monte

Aconteceu na tarde desta sexta-feira (11 de novembro) o seminário “Mineração no Xingu: o que aprender com o crime no Rio Doce?”, no auditório central da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus de Altamira (PA). A atividade foi organizada pelos movimentos populares em parceria com a universidade. A região, já atingida pela barragem de Belo Monte, sofre com a ameaça do megaprojeto de extração de ouro a céu aberto Belo Sun, da canadense Belo Sun Mining, controlada por bancos privados do Canadá e EUA.

Após mais de um ano, um grupo de integrantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) retornou à região de Altamira para verificar como está a situação dos direitos humanos na região impactada pela hidrelétrica de Belo Monte.

A casa de Glaucilene está cheia de infiltrações em todos os cômodos. As paredes apresentam marcas de mofo, a água chega a escorrer pelo chão, estragando a mobília. A instalação elétrica está comprometida, com várias tomadas que não funcionam.

Moradores da lagoa do bairro Independente 1 ocuparam a sede do Ibama em Altamira nesta segund-feira (26 de setembro). O objetivo é pressionar o governo federal para encaminhar uma solução para garantir o direito à moradia de 500 famílias atingidas por Belo Monte e que não são reconhecidas como tal pela Norte Energia.

Passar mais de cinco dias sem água para beber ou para tomar banho e realizar os afazeres domésticos é uma realidade que se imagina nos sertões do nordeste brasileiro. Mas pasme: essa situação está acontecendo em plena Amazônia, em uma cidade banhada por um de seus grandes rios, o Xingu.

Moradores do Jatobá, um dos loteamentos construídos pela Norte Energia para realocar os atingidos por Belo Monte em Altamira, trancaram na manhã desta terça-feira (13) o acesso ao bairro para protestar. A falta de água é constante no local e dessa vez já estão há cinco dias de torneiras secas.

A empresa deveria ter concluído a implantação de 100% do esgotamento sanitário e abastecimento de água de Altamira ainda em julho de 2014, mas até hoje não terminou as obras.

Na tarde desta quarta feira (24), a presidenta do IBAMA, Suely Mara Vaz Guimarães de Araújo, e a diretora de licenciamento ambiental (DILIC), Rose Mirian Hofmann, reuniram com cerca de 500 pessoas organizada no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), na comunidade Independente 1, em Altamira, no Pará.

Fotos: Rogerio Soares

A Norte Energia afirma que já encerrou o processo de remoção das famílias da área do lago de Belo Monte em Altamira. Essa, no entanto, é uma meia-verdade. Hoje Maria Lúcia da Silva Mota vive hoje praticamente isolada de uma área de onde a empresa já removeu todos os seus vizinhos.

Os moradores da lagoa do bairro Independente 1 organizados no Movimento do Atingidos por Barragens (MAB) fizeram um protesto na sede do Ibama em Altamira na manhã desta quarta-feira (20). Eles exigem que o órgão obrigue a Norte Energia a reconhecer os impactos de Belo Monte no local.

Nesta terça e quarta-feira (28 e 29 de junho) os atingidos por Belo Monte organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fizeram protestos para exigir da Norte Energia, dona da barragem, que garanta os direitos dos atingidos. Os manifestantes denunciam que Belo Monte já está gerando energia, mas ainda há direitos elementares – como moradia e água, que não foram garantidos em sua plenitude.