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Belo Monte

As manifestações serão mantidas, mesmo com a liminar que suspende o leilão

Hoje (20 de abril), integrantes da Via Campesina, sindicatos de trabalhadores do setor elétrico e demais trabalhadores urbanos de Santa Catarina estarão protestando em Florianópolis contra a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que acontece em Brasília. Os manifestantes farão uma audiência pública na Assembléia Legislativa do estado e depois seguirão em marcha para um ato simbólico em frente à sede da Eletrobrás no estado.

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) considera que a suspensão do leilão - através de uma liminar do Ministério Público Federal - que iria selecionar o consórcio construtor da usina de Belo Monte, é uma vitória. E é fruto de uma histórica luta dos atingidos por barragens, indígenas e ribeirinhos, iniciada há mais de vinte anos, desde que o projeto foi lançado pelo governo da ditadura militar.

A marcha marcou o encerramento do Encontro Nacional da Juventude do MAB

Violações serão discutidas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, que convocou cinco ministros para debate

Adital - Tatiana Félix

A polêmica sobre a instalação de uma usina hidrelétrica no Rio Xingu, localizado no estado do Pará, há décadas divide opiniões. O governo defende que a obra é necessária para garantir o abastecimento de energia elétrica para o país nos próximos anos. Porém, os impactos ambientais podem trazer muito mais danos do que benefícios, afetando não só o ecossistema, mas, principalmente, as famílias da região.

Do IHU

“Nenhum rio, no Brasil e no mundo, pode suportar a construção de cinco hidrelétricas, ou até menos, em sequência. Hidrelétricas causam prejuízos imensuráveis à biodiversidade”, desabafa Telma Monteiro no início da entrevista que concedeu à IHU OnLine.

Cerca de 300 atingidos por barragens da Amazônia participam, desde ontem (14/3) do acampamento que tem como lema “Contra a barragem de Belo Monte, em defesa da Amazônia”, na região de Altamira, no Pará. O acampamento faz parte da Jornada do Dia Internacional de Luta contra as barragens, comemorado no dia 14 de março.

O Governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas na questão ambiental é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza.