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Belo Monte

Cerca de 300 atingidos por barragens da Amazônia participam, desde ontem (14/3) do acampamento que tem como lema “Contra a barragem de Belo Monte, em defesa da Amazônia”, na região de Altamira, no Pará. O acampamento faz parte da Jornada do Dia Internacional de Luta contra as barragens, comemorado no dia 14 de março.

O Governo Lula possui méritos inegáveis na questão social. Mas na questão ambiental é de uma inconsciência e de um atraso palmar. Ao analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) temos a impressão de sermos devolvidos ao século XIX. É a mesma mentalidade que vê a natureza como mera reserva de recursos, base para alavancar projetos faraônicos, levados avante a ferro e fogo, dentro de um modelo de crescimento ultrapassado que favorece as grandes empresas à custa da depredação da natureza e da criação de muita pobreza.

Moisés Ribeiro, coordenador e integrante da direção do Movimento dos Atingidos por Barragens, narra , em entrevista, por telefone, à IHU On-Line, a recente audiência do MAB com o presidente Lula. Segundo ele, "Lula agiu muito tranquilamente. A fala dele foi neste sentido, dizendo que nós não iríamos convergir em muitos aspectos, mas que ele entendia que, aqueles que são obrigados a se deslocarem por causa da construção de uma barragem, têm direito de viver com dignidade.

Brasília/DF, 04 de fevereiro de 2010

Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente da República

Brasília/DF

Aqui estamos, neste encontro com Vossa Excelência, porque acreditamos que o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), cumpre um papel histórico em defesa dos direitos do povo atingido, somos parte da luta popular em nosso país e estamos convencidos que nossa ação contribui na luta permanente contra todas as estruturas injustas da sociedade.

Ontem (01/02), o governo concedeu a licença prévia para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Ela custará muitos milhões de dólares e vai fazer a festa das empreiteiras

Hamilton Octavio de Souza, do sítio da Caros Amigos

Os atingidos por barragens e por projetos de mineração na Amazônia estarão reunidos nos dias 12 e 13 de dezembro na Escola Florestan Fernandes Amazônia, em Marabá (PA) para discutir sobre os grandes projetos de barragens e de extração de minério que estão se instalando na região e que tem exercido uma pressão muito forte para a construção de suas plantas industriais.

Da Radioagência NP

Lideranças ribeirinhas, indígenas, sem-terras e de movimentos sociais se dizem frustradas depois que o Ibama, Eletrobrás, Eletronorte e Funai não compareceram às audiências públicas programadas para terça-feira (1/12) e quarta-feira (2/12), em Brasília. O objetivo era esclarecer para a população os impactos socioambientais que serão gerados com a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

A exploração energética dos rios amazônicos sempre foi uma obsessão no nosso país. Obsessão dos sucessivos governos que, desde o período militar, se empenharam em assegurar o suprimento de eletricidade através da construção de usinas hidrelétricas.

O rios amazônicos (Madeira, Tocantins, Araguaia, Xingu e Tapajós) detém 50,2% da capacidade de produção de hidreletricidade no País, mais da metade do assim chamado “potencial hidrelétrico” brasileiro.