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Belo Monte

Os atingidos por barragens e por projetos de mineração na Amazônia estarão reunidos nos dias 12 e 13 de dezembro na Escola Florestan Fernandes Amazônia, em Marabá (PA) para discutir sobre os grandes projetos de barragens e de extração de minério que estão se instalando na região e que tem exercido uma pressão muito forte para a construção de suas plantas industriais.

Da Radioagência NP

Lideranças ribeirinhas, indígenas, sem-terras e de movimentos sociais se dizem frustradas depois que o Ibama, Eletrobrás, Eletronorte e Funai não compareceram às audiências públicas programadas para terça-feira (1/12) e quarta-feira (2/12), em Brasília. O objetivo era esclarecer para a população os impactos socioambientais que serão gerados com a construção da hidrelétrica de Belo Monte.

A exploração energética dos rios amazônicos sempre foi uma obsessão no nosso país. Obsessão dos sucessivos governos que, desde o período militar, se empenharam em assegurar o suprimento de eletricidade através da construção de usinas hidrelétricas.

O rios amazônicos (Madeira, Tocantins, Araguaia, Xingu e Tapajós) detém 50,2% da capacidade de produção de hidreletricidade no País, mais da metade do assim chamado “potencial hidrelétrico” brasileiro.

Leonardo Goy, do Agência Estado

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conseguiu derrubar ontem à noite, no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, com sede em Brasília, a liminar que suspendia o processo de licenciamento da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). A liminar havia sido concedida na terça-feira pelo juiz Edson Grillo, da Justiça Federal de Altamira (PA), a pedido do Ministério Público Federal (MPF) no Estado.

As quatro audiências públicas realizadas para a construção da barragem de Belo Monte foram insuficientes para esclarecer a população sobre os riscos da obra. Frente a isso a Justiça Federal em Altamira ordenou a suspensão do licenciamento da hidrelétrica e a realização de novas audiências para ampliar o debate com as comunidades atingidas.

Aldrey Riechel, do Amazonia.org.br

Mesmo com os movimentos sociais da região do Xingu se manifestando contrários à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, a sua realização parece estar cada vez mais perto de ser concretizada.  A data do leilão já foi anunciada - 21 de dezembro - e a Fundação Nacional do Índio (Funai) entregou um parecer favorável ao Estudo e Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA).

Dom Erwin Krautler, presidente do Cimi, analisa política indigenista oficial e os impactos do PAC para os povos

Por Michelle Amaral, do Brasil de Fato

Com o tema “Paz e Terra para os Povos Indígenas”, a XVIII Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) discutiu, entre os dias 27 e 30 de outubro, em Luziânia (GO), o modelo desenvolvimentista adota pelo governo federal e os impactos dos grandes projetos sobre os povos indígenas.

Duzentos e trinta pessoas, lideranças comunitárias, agricultores familiares, ribeirinhos, moradores de reservas extrativistas, dos 11 onze municípios que compõe a região do Xingu, assim como representantes de movimentos sociais, organizações da sociedade civil e de órgãos governamentais, como IBAMA e Ministérios Públicos Federal e Estadual, estudantes e professores do ensino médio e universitários, participaram do Seminário de apresentação dos resultados do Painel de Especialistas sobre análise critica do EIA do AHE Belo Monte, que

A apropriação dos minérios e dos rios da Amazônia é um projeto antigo do capital internacional. Neste contexto, o PAC, com Belo Monte no topo das suas grandes obras, é uma reedição da ALCA, mas de maneira indireta. Se sua energia fosse realmente pensada como suporte para o sistema hidrelétrico nacional, as linhas que permitiriam a transmissão dos alegados 11.000 MW para o resto do país já estariam orçadas e incluídas no projeto. Mas, embora isto possa parecer um total absurdo a qualquer pessoa minimamente razoável, não estão.

Ao Exmo.  Sr.  Presidente da República 
Luis Inácio Lula da Silva

No próximo dia 22 de julho, Vossa Excelência receberá em audiência Dom Erwin Krautler, presidente do Conselho Indigenista Missionário, acompanhado pelo professor Dr. Célio Bermann, da USP, pelo procurador da República em Belém Dr. Felício Pontes Jr, e por algumas lideranças populares e indígenas da região de Altamira (PA).