Castanhão

Hoje (28) pela manhã cerca de 500 pessoas participaram de um seminário organizado pela Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental (FNSA) e Federação nacional dos Urbanitários (FNU/CUT). O seminário aconteceu no Congresso Nacional e discutiu a universalização do saneamento básico no Brasil e a criação de um fundo nacional para financiar o setor. 

A construção das grandes barragens está inserida na estratégia capitalista chamada ''consenso'' (APPLE, 2002: 11). Geralmente, os responsáveis pela obra (governo ou empresas), costumam superdimensionar os supostos benefícios e subestimar os impactos trazidos pela represa. Foi o que ocorreu na barragem do Castanhão, no Ceará.

Mais de mil atingidos por barragens fizeram um ato político sobre a parede da barragem de Castanhão, no Ceará, nessa quarta-feira (6). Eles saíram em marcha a partir da cidade de Jaguaribara para chamar a atenção da sociedade para a questão da seca que assola diversos municípios atingidos por barragens na região e para tornar público a falta de políticas de acesso a água.

No Ceará, o MAB realiza um ato público nessa manhã (5) no município de Jaguaribara. Aproximadamente 1.500 pessoas estão presentes na quadra olímpica da cidade para cobrar solução das reivindicações históricas do MAB e medidas consistentes para enfrentar a fome e a sede que destrói a vida e a economia do estado do Ceará.

Militantes do MAB estão fazendo mutirão de organização das famílias em grupos de base. As famílias são atingidas pela barragem de Castanhão, construida no Rio Jaguaribe, no Ceará.

No Nordeste serão construídas 267 cisternas, em comunidades na região do Vale do São Francisco (Pernambuco e Bahia), com 122 cisternas, e no Ceará, com 145 cisternas, distribuídas nas regiões do Maciço de Baturité e do complexo Castanhão.