Complexo Tapajós

Cerca de 400 famílias organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) ocupam área urbana no município de Itaituba (Pará) com a pauta da moradia. A área ocupada fica a 5 km do centro da cidade e próximo ao residencial Wirland Freire (rodovia Transamazônica), do programa Minha Casa Minha Vida.

Cerca de 450 famílias sem moradia ocuparam um terreno abandonado na área conhecida como Lagoa do Irajá, em Itaituba (PA). As famílias estão sendo organizadas pelo movimento União Sem Teto junto com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

A área estava servindo de depósito de lixo e também para fins ilícitos. Resto mortais de animais e até de pessoas já foram encontrados na localidade, segundo informações de moradores próximos.

Nós mulheres da região do Tapajós, trabalhadoras do campo e da cidade reunidas no centro de treinamento do Laranjal em Itaituba no seminário “Mulheres em Luta Construindo a Resistência” * viemos denunciar o conjunto de violações que já sofremos com o descaso do Estado e a ausência de políticas públicas. Com a chegada dos grandes projetos para essa região como Hidrelétricas, Portos e Mineração, nós mulheres já estamos vivenciando os impactos desses empreendimentos, alguns já em curso e causando graves violações de Direitos Humanos. Desta forma:

Mulheres da região do Tapajós estiveram reunidas nesta quinta e sexta-feira (8 e 9) em Itaituba (PA), no Seminário “Mulheres em Luta Construindo a Resistência”. Na atividade, as mulheres debateram sobre as violações de direitos que enfrentam com a ameaça dos projetos previstos para a região (hidrelétricas, portos, mineração) e ausência de políticas públicas e qualificaram sua pauta de reivindicações.

Indígenas, ribeirinhos e organizações sociais entregaram ontem (1º de dezembro) um abaixo assinado ao Ministério do Meio Ambiente contra as barragens no Rio Tapajós. Os indígenas Mundurukus também denunciam as ameaças e intimidações que estão sofrendo dos madeireiros na região, além da garimpagem ilegal nas terras indígenas e comunidades tradicionais.

As arpilleras bordadas pelas mulheres atingidas por barragens na Amazônia, foram expostas durante o “2º Seminário de Etnobiodiversidade e Questões Socioambientais na Amazônia: saberes conjugados e socialidade multicultural”, nos dias 26 e 27 de outubro de 2016 na comunidade Vila Que Era e no campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Bragança (PA).   

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou no último sábado (22) o seminário "Grupos Vulneráveis e Violações de Direitos Humanos com a chegada dos Grandes Projetos na Região do Tapajós", em Itaituba (PA). A atividade integra o projeto “Direitos das Mulheres Atingidas por Barragens”, realizado com apoio da Christian Aid e União Europeia.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou uma oficina sobre a técnica das arpilleras durante a 2ª Caravana em Defesa do Rio Tapajós, em Itaituba, no Pará, neste sábado (27). Arpilleras são telas de tecidos utilizadas pelas mulheres na ditadura militar chilena para denunciar as violações daquele período. A técnica foi apropriada pelas mulheres do MAB para denunciar a violação dos direitos humanos nas barragens.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) considera que a decisão do IBAMA em não conceder a licença para a instalação da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, na região amazônica brasileira, é em primeiro lugar uma vitória do povo que luta contra a construção desta hidrelétrica há muito tempo.

O Ibama cancelou o licenciamento da hidrelétrica de São Luiz, prevista para ser construída no rio Tapajós, oeste do Pará. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) comemora a decisão e reforça que ela é fruto da luta dos povos indígenas, ribeirinhos e todas as demais comunidades ameaçadas pela construção da hidrelétrica.