Complexo Tapajós

Militantes do MAB debatem resistência e organização com famílias ameaçadas pelas hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá. As atividades também são parte da preparação para o Encontro Nacional.

Foto: Fernanda Lingabue

"De todos os ingredientes dessa salada promíscua do público-privado, num arranjo bem engendrado, o mais nefasto, no último período, caindo como um golpe mortal sobre os indígenas, tem sido o preconceito."

Cerca de 170 indígenas voltaram a ocupar, na madrugada desta segunda-feira (27), o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará. A reivindicação central é a de que as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte e os estudos para a construção das usinas no Rio Tapajós sejam suspensos até que as consultas prévias aos povos indígenas sejam realizadas.

Com um prazo de 24 horas dado pela desembargadora Selene de Almeida, do TRF-1, Brasília (DF), os cerca de 180 indígenas de nove povos dos rios Teles Pires, Tapajós e Xingu, afetados por projetos hidrelétricos, decidiram se retirar do principal canteiro de obras da UHE Belo Monte, às margens da Transamazônica, no Pará, no início da noite desta quinta-feira, 9.

Cerca de 200 indígenas afetados pela construção de hidrelétricas ocuparam nesta quinta-feira, 2, o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte no município de Vitória do Xingu, Pará. 

Indígenas exigem que a regulação da Consulta Prévia determinada pela OIT seja realizada antes dos estudos de viabilidade das barragens e cobram maior respeito do Governo Federal

Tribunal de Justiça acolheu  argumentos do Ministério Público Federal e cancelou a operação militar na terra indígena Munduruku situada na bacia do rio Tapajós.