Complexo Tapajós

Em carta, indígenas denunciam arbitrariedades e pedem o fim da Operação Tapajós. O Movimento dos Atingidos por Barragens, que acompanha de perto os desdobramentos da ação militar, reafirma a aliança com os Mundurukus e receia conflitos também com comunidades ribeirinhas

Agricultores do oeste do Pará organizados na Comissão em Defesa da Vida e pela Sobrevivência na BR 163 e Transamazônica se reuniram na tarde desta terça-feira (26) com Carlos Guedes, presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para debater a pauta dos agricultores dos municípios que estão no território da BR 163, especialmente Aveiro, Itaituba, Rurópolis, Novo Progresso, Castelo dos Sonhos e Trairão.

 

Cerca de 60 pessoas entre quilombolas, extrativistas, indígenas, ribeirinhos e trabalhadores rurais representando mais de 20 organizações participaram do Seminário Regional Desenvolvimento e Direitos Humanos na Amazônia realizado nos dias 22 e 23 de março, na cidade Itaituba, oeste do Pará.

O MAB repudia a atuação do Estado brasileiro, que no processo de licenciamento do Complexo Tapajós, ao invés de abrir um canal de diálogo com o conjunto da sociedade para discutir os reais impactos sociais e ambientais das barragens, coloca a força militar para intimidar a população.

“Queremos reunir a população do campo e da cidade em toda a região para fazer a resistência e construir coletivamente uma alternativa a este desenvolvimento que vem com muitas promessas e no final deixa apenas um rastro de destruição e de riqueza para poucos"

O anúncio da construção do complexo hidrelétrico no Tapajós tem despertado preocupação por parte de alguns que vivem às margens do rio, principalmente aqueles que têm o rio como sua principal fonte de sustentação, como os ribeirinhos, indígenas e outros.

Assista ao vídeo "As contradições do Complexo Tapajós"

vídeo_site_As contradições do Complexo Tapajós

Este vídeo mostra a resistência dos atingidos pelo complexo hidrelétrico previsto para o rio Tapajós, um dos poucos rios amazônicos que continua sem barramentos para hidrelétricas. Assiste e divulgue!

A pedido do MPF, juiz de Santarém determinou que, antes de qualquer licença, deve ser feita consulta aos índios e a avaliação ambiental integrada dos impactos