Complexo Tapajós

Assista ao vídeo "As contradições do Complexo Tapajós"

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Este vídeo mostra a resistência dos atingidos pelo complexo hidrelétrico previsto para o rio Tapajós, um dos poucos rios amazônicos que continua sem barramentos para hidrelétricas. Assiste e divulgue!

A pedido do MPF, juiz de Santarém determinou que, antes de qualquer licença, deve ser feita consulta aos índios e a avaliação ambiental integrada dos impactos

Após conseguir negociar com o governo, os agricultores da região oeste do Pará decidiram desbloquear o trecho da Rodovia Transamazônica na altura do Km 140 (Ponte Grande), município de Rurópolis, na noite desta terça-feira (20). Assim, o “Acampamento em defesa da vida: retomada da luta pela sobrevivência na BR 163 e Tapajós” encerrou nesta quarta-feira, após audiência com representantes do comitê do Programa Luz para Todos para discutir as demandas da região por energia.

Cerca de 500 agricultores trancaram na madrugada desta segunda-feira (19) a rodovia Transamazônica e BR 163 na altura do Km 140 (Ponte Grande), município de Rurópolis, oeste do Pará. O objetivo é negociar com o governo as demandas históricas da região, sempre abandonada pelo poder público.

Aconteceu neste final de semana (20 e 21 de outubro) na comunidade Pimental, um encontro de lideranças de comunidades ameaçadas pelos projetos de hidrelétricas do complexo Tapajós. Participaram da atividade cerca de 100 ribeirinhos, pescadores, indígenas e movimentos sociais de toda região.  

Aconteceu neste final de semana (13 e 14 de outubro) a segunda Romaria das Águas da região pastoral de São Francisco do Tapajós. A atividade reuniu cerca de 100 ribeirinhos de comunidades da região de Itaituba (PA).

Um ambicioso projeto para a região amazônica está tirando o sono dos moradores das comunidades ribeirinhas às margens do rio Tapajós. Com a construção da hidrelétrica de São Luís do Tapajós o vilarejo de Pimental, onde vivem por volta de 700 ribeirinhos, corre o risco de ficar debaixo d’água.

Ibama, Aneel, Eletronorte e Eletrobrás iniciaram os procedimentos sem consulta aos povos indígenas e ribeirinhos e sem Avaliação Ambiental Integrada e Estratégica da bacia. O Ministério Público Federal (MPF) pediu nessa quarta-feira (26) à Justiça Federal de Santarém que suspenda o licenciamento da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós.

A história do sudoeste do Pará, especialmente da região de Itaituba, assim como da Amazônia em geral, foi marcada por vários ciclos de explosão econômica: drogas do sertão, ciclo da borracha, ciclo da madeira, do ouro, das frentes pioneiras de colonização. Porém, esta riqueza nunca foi distribuída entre os trabalhadores. Na região, o que permanece é apenas uma enorme dívida social e ambiental.

Atualmente a região se vê ameaçada por uma nova “corrida ao ouro”: o ciclo das hidrelétricas, que traz nas suas entranhas um projeto maior do capital, que é o saqueio dos recursos naturais.