Estreito

Trocar experiências, estudar o modelo energético e construir uma pauta de luta das mulheres. Esses foram os objetivos do Seminário Mulheres da Amazônia, que reuniu 25 atingidas por barragens de seis regiões em Itaituba (PA) nos dias 2 a 4 de outubro. A atividade foi realizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Os pescadores de Estreito (MA) escreveram uma carta à presidenta Dilma Rousseff denunciando que o Consórcio Estreito de Energia (CESTE), hoje representado pela empresa belga Tractebel, não vem cumprindo o acordo firmado com eles.

Segundo Luis Abreu de Moura

Presidente da Cooperatins e membro do Movimento dos Atingidos por Barragens, “desde o início das negociações o Consórcio não quis reconhecer os pescadores como atingidos pela barragem”.  

Leia carta a seguir:

 

Estreito, 20 de maio de  2013

O Ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella,  inaugurou, na tarde da última quarta-feira (20), sete salas multiuso no Complexo Integrado do Pescado, em Estreito, no estado do Maranhão. O local tem capacidade para processar e armazenar em câmara fria 1.500 kg de pescado por dia.

Durante a inauguração da UHE Estreito, nesse 17 de outubro (quarta-feira), a presidenta Dilma Rousseff recebeu a pauta do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

A pauta é resultado de anos de luta e organização das famílias atingidas por esta barragem que em muitos momentos sofreram por falta de diálogo e intransigência dos representantes dos CESTE, dona da barragem. Desde o início das obras, os atingidos já fizeram mais de três acampamentos e uma marcha de mais de uma centena de quilômetros sempre na busca da terra e das condições de sobrevivência das famílias.

Os atingidos por barragens do reassentamento Mariana, a 25 km da cidade de Palmas, em Tocantins, estão utilizando novas formas de plantio e provando que, com força de vontade, assistência técnica, recursos hídricos e mercado consumidor, frutas amazônicas como açaí e cupuaçu podem facilmente ser cultivadas em áreas de cerrado.

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A cooperativa constituída por pescadores das colônias, bem como da Federação dos Pescadores do Tocantins e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), deverá administrar um complexo de produção criado como compensação para os atingidos pela hidrelétrica de Estreito.

Na manhã desta terça-feira (30/08) o MAB e o MST ocuparam as unidades do INCRA com 300 famílias em Araguaina e 200 em Araguatins.

As famílias acampadas às margens da rodovia TO-050, entre as cidades de Palmas e Porto Nacional, foram constrangidas pela promotora do Ministério Público do Estado do Tocantins (MPE/TO). A promotora foi ao acampamento “Sebastião Bezerra”, acompanhada da polícia, para fazer o cadastro das pessoas, cuja função é atribuída ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO) denunciou o consórcio Estreito Energia (Ceste), que teria apresentado relatório com informação falsa a respeito do fornecimento de água potável em regiões afetadas pela UHE de Estreito