Garabi

Na última terça-feira (14), ocorreu o lançamento do 8º Encontro Nacional do MAB (Movimento dos Atingidos pelas Barragens), no auditório do SindiCoop/AREDE. Líderes sindicais, representantes da Igreja Católica e da IECLB, agricultores ameaçados pelas barragens de Garabi e Panambi se revezaram nas manifestações deste dia que é comemorado os 26 anos do MAB.

O evento ocorreu no dia 12 de março de 2016, na praça da cidade de Alba Posse, província de Misiones na Argentina. O ato ecumênico faz parte das atividades motivadas pelo Dia 14 de março, quando é celebrado o dia Internacional de Luta contra as Barragens.

No Rio Grande do Sul, atingidas debatem o modelo energético e a violação dos direitos das mulheres na construção de barragens.

Audiência púbica, que reuniu mais de mil atingidos pelas barragens do Complexo Binacional Garabi e Panambi, é resultado de uma liminar do Ministério Público Federal que suspendeu o processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de Panambi

Conheça a história de resistência da população que vive às margens do último trecho sem barragens do rio Uruguai, entre a divisa do Brasil e Argentina. Desde 2008 a população revive um drama antigo: o projeto binacional de construção das hidrelétricas de Garabi e Panambi.  

O rio Uruguai extrapola os limites físicos da região sul do Brasil. Suas histórias emergem recorrentemente na memória e no imaginário cultural da população dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O MAB vem denunciar a indústria das indenizações que tenta lucrar com as barragens em prejuízo dos atingidos.

A indústria das indenizações é composta por imobiliárias, técnicos das empresas, cartas de crédito e advogados que incentivam o uso das ações de desapropriação como forma de garantir os direitos.

“Ministro, já entreguei um marco ao Senhor, muitos outros podemos lhe entregar”, afirmou Tereza, ameaçada pelo Complexo Hidrelétrica Garabi e Panambi, projeto binacional acordado entre Argentina e Brasil para ser construído sobre o rio Uruguai.

 

Reportagem cinematográfica produzida nas hidrelétricas do Uruguai questiona custos reais da energia hidrelétrica