Garibaldi

A FATMA liberou nova licença para a construção da barragem de Garibaldi sem resolver os problemas sociais ocasionados pela construção da hidrelétrica

Na tarde de ontem o MAB e o MST desocuparam a estrada que dá acesso ao canteiro de obras da barragem de Garibaldi. A desocupação ocorreu pois houve avanços nas negociações entre o MAB e a empresa dona da hidrelétrica.

Cerca de 700 atingidos por barragens organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) interditaram na tarde de ontem (08) o acesso ao canteiro de obras da barragem de Garibaldi, no município de Abdom Batista, em Santa Catarina.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realiza amanhã (08) um ato público onde serão discutidas as propostas apresentadas pela empresa Triunfo, dona da barragem de Garibaldi, em Abdon Batista (SC). A empresa fez as propostas em audiência no último dia 28, mas os atingidos as consideram insuficientes.

Também será debatida a pauta de direitos dos atingidos e quais serão os próximos passos em relação à negociação.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou na última sexta–feira (28) uma audiência com a empresa Triunfo, dona da barragem de Garibaldi, para discutir as reivindicações apresentadas pelos atingidos à empresa. A resposta da empresa foi considerada insatisfatória e as negociações seguirão.

Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estiveram na última quinta-feira (20) em Porto Mauá, Rio Grande do Sul, participando de um debate junto à população do município sobre os possíveis impactos sociais, econômicos e culturais com construção do Complexo Hidrelétrico Garabi. A atividade reuniu lideranças das comunidades, professores e alunos da rede pública municipal, padres da Igreja Católica, pastores da Igreja Evangélica Luterana, representante de sindicatos e vereadores.

Cerca de 150 famílias integrantes do MAB e do MST estão acampados no município de Cerro Negro, em Santa Catarina, desde o mês de junho. Com o acampamento, os agricultores tem o objetivo de pressionar por Reforma Agrária e para que a empresa Triunfo, dona da barragem de Garibaldi, reconheça as famílias como atingidas.

Na manhã de terça-feira (13), o MAB teve uma terceira reunião com o consórcio Rio Canoas Energia, que se recusa a avançar nos pontos de pauta propostos pelo atingidos, buscando maximizar seus lucros às custas da população.

André Sartori, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fala sobre a implantação da UHE Garibaldi, no rio Canoas. André dá mais detalhes sobre o problemático empreendimento, de custo estimado em 700 milhões de reais e encabeçado pela empreiteira Triunfo. "Falta muita informação ainda acerca da barragem", afirma.

Continua movimentada a região do rio Canoas, no planalto sul de Santa Catarina. Depois da dupla ação conjunta entre o MAB e o MST no começo de junho, que consistiu na ocupação do canteiro de obras da usina hidrelétrica de Garibaldi, no município de Abdon Batista, e na ocupação de terra improdutiva no município vizinho de Cerro Negro, novidades surgiram no processo.