Jirau

A Santo Antônio Energia também foi responsável pelo desaparecimento do histórico Marco Rondon, que ficava localizado nas proximidades da barragem, à jusante do empreendimento.

A usina hidrelétrica de Santo Antônio, que está sendo construída no rio Madeira, em Rondônia, já tem data para o início da operação comercial: 15 de dezembro. Enquanto que para o consórcio Santo Antônio Energia o lucro com a venda da energia é antecipado [o início da geração era projetado para o próximo ano], os atingidos pela barragem sofrem com o rastro de problemas deixados pelas empresas em mais de três anos de construção, período em que as empresas implementaramum padrão de violações igual ou pior daquele verificado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

 Os atingidos pela barragem de Jirau, que está sendo construída em Rondônia, na ausência de um canal direto de diálogo com as empresas responsáveis pela obra, realizaram uma manifestação, iniciada na madrugada do dia 26/10/2010, com cerca de 150 atingidos, entre eles indígenas, ribeirinhos e garimpeiros, que bloqueou os três acessos ao canteiro de obras da usina, próximos a rodovia BR 364. Após 40 horas de paralisação, os manifestantes permitiram a liberação do trânsito para a empresa construtora.

MAB denuncia criminalização de atingidos em Rondônia

 

Nesta tarde (20/10), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) participou de uma audiência pública na Câmara Federal para denunciar o caso de criminalização e perseguição de atingidos pelas empresas do consórcio construtor da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

Representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) estiveram no palácio Presidente Vargas, na manhã de segunda-feira (3), para pedir ao Governo do Estado de Rondônia intermediar junto às empresas responsáveis pela construção das usinas do Madeira a garantia de alguns benefícios e a resolução de problemas enfrentados pelas famílias dos atingidos, formadas em grande parte por ribeirinhos, pescadores, agricultores e extrativistas Na ocasião, os militantes foi recebida pelo secretário da Casa Civil, Ricardo de Sá Vieira.

Até hoje, a verdade mais aceita sobre o incêndio nos alojamentos dos trabalhadores e em veículos da Usina Hidrelétrica de Jirau, há cerca de quatro meses, é a de que uma discussão entre um funcionário e um motorista de ônibus teria motivado uma rebelião entre os trabalhadores.

As obras das hidrelétricas de Jirau (RO) e Belo Monte (PA) começam a mostrar o verdadeiro efeito que trarão para as comunidades locais, como perda de moradia, repressão e perseguição a organizações de funcionários e o desrespeito a leis trabalhistas. Leia reportagem especial do Brasil de Fato.