Jirau

Nesta tarde (5), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Rondônia foram recebidos em audiência pela presidenta Dilma, que viajou até Porto Velho. Na audiência, os atingidos e os operários entregaram à presidenta uma carta com demandas das duas categorias.

Entre as demandas dos ribeirinhos da região está o asfaltamento da estrada Penal e a instalação de rede de água potável nas comunidades do baixo Madeira. O Movimento também enfatizou a violação dos direitos humanos no processo de construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira

O documentário retrata a luta das comunidades ribeirinhas no Rio Madeira, em Rondônia, contra a violência das empresas que se apropriam de seu território para a construção de duas usinas hidroelétricas - Santo Antonio e Jirau. O documentário representa uma denúncia contra o modelo energético que beneficia grandes empresas nacionais e estrangeiras e deixa uma herança de destruição para a população local e para os trabalhadores.

Os problemas incluem sub-indenização de terras e benfeitorias, alteração do modo de vida dos reassentados, com redução significativa da renda familiar, concessão de lotes muito pequenos e em área de baixa fertilidade. É o que constatou a Relatoria Nacional para o Direito Humano.

Em Jirau, os casos de estupro aumentaram em 208% e quase 200 crianças permanecem fora da escola. A maior preocupação é que violações desse tipo tendem a se repetir em Belo Monte.

Ainda estudante de Direito, Cíntia Peganotto assistiu as audiências públicas promovidas pelo Consórcio Santo Antônio Energia (Saesa), responsável pela construção da usina Santo Antônio, e pelo Energia Sustentável, que ergue Jirau, em que explicavam o que estava por vir. Ao invés do debate com a população, havia muita propaganda institucional, lembra ela. Ficava claro que o futuro não seria tão promissor quanto juravam.

Acontece nesta manhã (05/04), em Porto Velho (RO) um ato público em solidariedade aos trabalhadores e atingidos pelas usinas de Santo Antônio e Jirau. Cerca de 400 atingidos, camponeses e operários estarão concentrados na Praça Madeira-Mamoré desde as 10 horas da manhã (horário de Brasília) e seguirão em marcha pela Avenida 7 de Setembro, finalizando o ato na Rua Marechal Deodoro.

É fundamental que a luta dos operários e atingidos nesta região seja vitoriosa, porque está em disputa o padrão de tratamento que as empresas tentam impor aos operários e atingidos. As organizações podem enviar apoio para: mab@mabnacional.org.br

Nesta semana acompanhamos a revolta dos operários na Usina Hidrelétrica de Jirau contra as empresas que controlam a barragem.