Jirau

Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia e o Ministério Público do estado entraram na Justiça com mais uma ação civil pública contra a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. Eles questionam o consórcio responsável pela obra e os governos federal, estadual e municipal por irregularidades no reassentamento de famílias que serão atingidas pela barragem da usina.

Eduardo Sales de Lima,
do enviado a Porto Velho, Mutum-Paraná e Jaci-Paraná (RO)

As empresas transnacionais Santander (Espanha), Banif (Portugal) e GDF-Suez (França e Bélgica), integrantes dos consórcios que estão construindo as UHE’s Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, foram denunciadas e condenadas pelo IV Tribunal Permanente dos Povos, realizado em Madrid de 13 a 17 de maio deste ano.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Fórum Boliviano de Meio Ambiente e Desenvolvimento (FOBOMADE) e a organização Espanhola SETEM estarão denunciado as empresas GDF-SUEZ, integrante do Consórcio Energia Sustentável do Brasil (proprietário da Usina Hidrelétrica de JIRAU), o banco português Banif e o banco Espanhol Santander, respectivamente integrante e ex-integrante do Consórcio Santo Antônio Energia (proprietário da UHE Santo Antonio) de violar os Direitos Humanos durante o planejamento e início de

Como resultado da jornada do dia internacional de luta contra as Barragens, comemorado no 14 de março, uma comissão de 10 representantes do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) irá participar de uma audiência com o Consórcio Enersus (dono da UHE Jirau), hoje (17), às 18h30, em Porto Velho (RO).

Hoje (15), pela manhã, cerca de 300 atingidos pelas barragens de Samuel, Santo Antônio e Jirau, montaram um acampamento na comunidade de Mutum, ao lado da BR 364, em Rondônia. A atividade faz parte da Jornada do Dia internacional de luta contra as barragens, pela água, pelos rios e pela vida, comemorado no dia 14 de março.

Na audiência pública realizada dia 18 de fevereiro, em Mutum Paraná, Rondônia, a empresa Enersus, dona da obra, e o Ministério Público Federal se negaram a participar e se omitiram da responsabilidade de resolver a situação de centenas de famílias que não sabem do seu destino depois da construção da Usina Hidrelétrica de Jirau.

Hoje, 18 de fevereiro, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) mais uma vez fará uma grande assembléia na comunidade de Mutum Paraná, em Rondônia, com o objetivo de discutir a pauta de reivindicações dos atingidos pela barragem de Jirau.  Eles reivindicam o direito ao reassentamento e a um plano de desenvolvimento local.

No último sábado (24/01), mais de 200 atingidos pela barragem de Jirau, do Complexo Madeira, reuniram-se em assembléia, na comunidade de Mutum Paraná, em Rondônia. O objetivo era discutir a pauta de reivindicações para ser apresentada ao consórcio Energia sustentável do Brasil  (Enersus –GDF Suez).