Mariana

Foto: Guilherme Weimann

Respeito às vítimas da tragédia provocada pela Samarco (Vale/BHP Billiton) é o mínimo que se pode exigir dos responsáveis!

Na última quinta-feira, 28 de janeiro, moradores de Cachoeira Escura, distrito de Belo Oriente (MG), saíram às ruas para reivindicar o direito de acesso à água.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobrou nessa quinta-feira (21) uma política nacional que defina quem são os afetados por desastres, como o que ocorreu em Mariana (MG). 

Famílias em área de risco, na cidade de Barra Longa (MG), destruída pela lama da Samarco (Vale/BHP Billiton), querem a construção de suas casas em local seguro. Dona Eva, moradora do Morro Vermelho, que teve sua moradia comprometida pela lama, quer a casa construída em novo local, mas manter a relação de vizinhança.  Eva afirmou que no dia 19/01 uma engenheira da empresa esteve em sua casa e disse que ‘se tirar a lama, sua casa cai’. Disse, porém, que levaria isso pra avaliação interna da empresa. Ela não voltou.

Pergunta não faz mal, não é? Lutar também não! Nós vamos permitir que essa empresa, responsável por uma tragédia criminosa, defina o nosso futuro?

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) continua o trabalho de organizar as famílias que foram atingidas pela Samarco na cidade de Barra Longa. 

Mais de dois meses após a tragédia de Mariana, a mineradora Samarco - dona da barragem do Fundão, que se rompeu em novembro do ano passado - foi indiciada, juntamente com seu presidente, Ricardo Vesvoci

Na cidade de Barra Longa, a lama atingiu áreas rurais e urbanas onde casas foram completamente destruídas. Dono de um estabelecimento comercial, Rômulo Fernandes de Almeida morava há 16 anos em uma casa nas proximidades do Rio do Carmo.

Acúmulo de água e matança dos predadores do mosquito podem resultar no aumento de infecções.

Em artigo, João Pedro Stedile analisa a tragédia no município de Mariana com o rompimento da barragem da Samarco.