Mariana

No final da tarde de segunda-feira (14), moradores do distrito de Mascarenhas, no município de Baixo Guandu (ES), foram impedidos pela Samarco (Vale/BHP Billiton) de participar de uma reunião que estava programada para acontecer na comunidade.

A lama tóxica que invadiu o Rio Doce com o rompimento da barragem da Samarco (Vale/BHP Billiton) no dia 5 de novembro, atualmente rodeia uma extensa faixa litorânea do Espírito Santo e tem gerado uma onda de indignação nos capixabas.

Durante o encontro organizado pelo Ministério Público de Minas Gerais, que contou com a presença dos representantes da ONU Pavel Selvanathan e Dante Pesce, atingidos da cidade de Barra Longa e dos distritos Bento Rodrigues, Paracatu de Baixo, Pedras, Ponte do Gama e Campinas, pertencentes à Mariana, denunciaram as violações de direitos humanos e a morosidade da Samarco para resolver problemas básicos e imediatos.

Com a economia local baseada na pesca, moradores de Baixo Guandu (ES) relatam o drama decorrente da contaminação do Rio Doce.

Desde o rompimento da barragem da Samarco, os 280 mil habitantes do município mineiro de Governador Valadares encaram diariamente a luta pela água potável.

Na última segunda-feira (7), membros do Grupo de Trabalho da ONU que discute Empresas e Direitos Humanos desembarcaram no Brasil para apurar denúncias de violação de direitos humanos; Mariana (MG) e Altamira (PA) fazem parte da rota de visitas.

Um mês após o rompimento da barragem da Samarco, ex-moradores voltam às ruas do distrito de Mariana (MG) que foram encobertas pela lama.

Em Belo Horizonte (MG), estudantes da escola estadual localizada no bairro Pedro II também estão demonstrando uma enorme maturidade política. Nesta quarta-feira (08), os alunos do quinto ano iniciaram uma campanha de arrecadação de brinquedos para as crianças atingidas pelo rompimento das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton), ocorrido no dia 5 de novembro.

Na cidade de Barra Longa, além da limpeza e reparação dos estragos, os atingidos que ficaram desempregados querem receber logo a ajuda de custo para poderem tocar suas vidas. E a Samarco não define um prazo para que tenham este direito garantido

Os atingidos, que estão se organizando no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), fizeram vários pedidos de urgência para a reconstrução de parte do vilarejo, que fica nas margens do rio Gualaxo.