Mariana

Devido à pressão dos atingidos pela barragem de rejeitos da Samarco (Vale/BHP Billiton), a mineradora se comprometeu a agilizar a mudança das famílias desabrigadas dos hotéis para casas alugadas pela empresa na cidade de Mariana (MG).  A mudança no ritmo das transferências foi anunciada durante reunião da comissão dos moradores das comunidades atingidas, na tarde de ontem (1º de dezembro).

O dirigente do MAB, Gilberto Cervinski, aponta deficiências na atividade mineradora brasileira; reação dos impactados é sufocada por uma legislação que protege apenas o mercado.

Ouvir o desabafo de uma mulher que perdeu o filho durante o crime ambiental da Samarco/Vale/BHP-Billiton, em Mariana (MG), num aborto involuntário, não é das tarefas mais fáceis. Difícil relatar em palavras tanta dor. Eu estava acompanhado de mais dois companheiros do MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens. Apenas sentamos do lado dela para convidar sobre uma reunião de organização e ela começou a desabafar.

Defensores da mineradora ignoram definição de toxicidade para amenizar impactos do rompimento da barragem em Mariana; não somente metais pesados têm efeito nocivo.

O governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo vão processar a Samarco e as empresas Vale e BHP Billiton para que arquem com R$ 20 bilhões para as despesas de recuperação dos danos e revitalização das áreas atingidas pela tragédia ocorrida na região após o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração no município mineiro de Mariana, que resultou no despejo de mais de 50 toneladas de lama ao longo de 850 quilômetros do Rio Doce nos dois estados.

A ONU lançou um comunicado à imprensa, na última quarta-feira (27), com a opinião de dois especialistas sobre o rompimento da barragem de rejeitos pertencentes à Samarco (Vale/BHP Billiton), ocorrido no dia 5 de novembro em Mariana (MG).

“Seria uma bomba em cima da cabeça dos moradores e trabalhadores”, alerta atingido sobre possível rompimento da terceira barragem.

O juiz de Mariana, Frederico Esteves Duarte Gonçalves, negou recurso judicial da Samarco (empresa que tem como donas a Vale e BHP-Billiton), que pedia o desbloqueio de pouco mais de R$ 7 milhões de suas contas bancárias, afirmando que a empresa “vem adotando estratégia jurídica indigna e deliberada de, como se fosse o botequim da esquina, não cumprir o mandamento judicial”.

O Movimento Mexicano de Atingidos por Barragens e em Defesa dos Rios (MAPDER) e a Rede Mexicana de Atingidos por Mineração (REMA) enviaram uma carta de solidariedade aos atingidos pelo rompimento das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton), localizadas em Mariana (MG). As entidades fazem parte do Movimiento de los Afectados por Represas (MAR), uma articulação de atingidos por barragens latinoamericana, da qual o MAB faz parte.

Intervenção ocorreu na câmara dos deputados; Polícia legislativa deteu quatro jovens e os acusou de crimes ambientais.