Mariana

Parte das famílias desabrigadas devido ao rompimento da barragem da Samarco (Vale/BHP-Billiton) vai passar o natal, o ano novo e até o carnaval ainda morando em hotéis na cidade de Mariana (MG), segundo cronograma apresentado pela própria empresa.

O repórter fotográfico Joka Madruga esteve em duas comunidades atingidas pela lama da Samarco (Vale/BHP-Billiton), onde alguns moradores permanecem entre incertezas quanto ao seu futuro. Embora ainda vivam em suas casas, também sofreram danos e prejuízos com a tragédia.

Familiares de pessoas desaparecidas depois do rompimento a barragem de Fundão, de propriedade da Samarco (Vale/VHP-Billiton), se reuniram nessa segunda-feira (23) com membros do MAB para discutir a sua pauta de reivindicações e sobre como se organizar para garantir seus direitos e buscar caminhos para reconstruir a vida.

O movimento dos atingidos por barragens da Colômbia, o Movimento Ríos Vivos, enviou uma carta de solidariedade aos atingidos pelo rompimento das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton), localizadas em Mariana (MG).

Foto: Ísis Medeiros

Confira:

Ríos Vivos saluda a los habitantes de Mariana, Brasil, afectados por la ruptura de dos represas y clama la solidaridad internacional

Colômbia, 21 de novembro de 2015

Filhas, filhos, esposas, irmãos e cunhados de pessoas desaparecidas com o rompimento da barragem da Samarco (VALE/BHP Billiton) fizeram um protesto para cobrar da empresa seriedade na busca pelas vítimas da tragédia ocorrida há 15 dias. Os familiares exigiram acesso à informação e cobraram a responsabilidade da Samarco com as buscas.

Pela primeira vez após a tragédia provocada pela mineradora Samarco (Vale/BHP Billiton), as comunidades atingidas puderam se reunir em um “encontrão” nesta quinta-feira (19) na cidade de Mariana (MG). A atividade foi organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Arquidiocese de Mariana e Ministério Público Federal.

Em entrevista ao Brasil de Fato, militante do MAB  fala das causas da tragédia em Mariana e do descaso das empresas de mineração na hora de garantir os direitos das famílias atingidas.


Por Rafaella Dotta, do Brasil de Fato

Foto: ísis Medeiros

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Arquidiocese de Mariana, órgãos do poder público, outras organizações da sociedade civil e a mineradora Samarco (Vale/BHP Billiton) se reuniram na tarde desta quarta-feira (18) em Mariana (MG) em uma mesa de negociações mediada pelo governo do estado para discutir os impactos provocados pela empresa com o rompimento de suas barragens de rejeito.

Quando a lama das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton) chegou à sede do município de Barra Longa, eram por volta de 2h, ou seja, quase 10 horas após o rompimento. Ainda assim, os moradores foram pegos de surpresa. Em depoimentos, eles contam que a empresa não informou à população dos riscos e nem prestou socorro para a remoção das famílias.

A mineradora vem querendo saber de tudo, um que outro fica mudo: assunta daqui e de acolá, acha aquilo esquisito sem saber no que vai dar a promessa de progresso que está para chegar, esmola quando é demais até santo desconfia, e mineirice é assim: já nasce desconfiada, mas a empresa é ardilosa, vai e vem mais sorridente, abusa da inocência do povo trabalhador, usa a licença prévia pra invadir outras terras, e quando ganha na mansa a licença de instalação, as máquinas fuçam o chão na fome do capital, procurando a tão sonhada licença de operação, mais valiosa que o ouro...