Mariana

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou hoje uma audiência pública sobre o rompimento das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton) na cidade de Mariana. Na ocasião, os atingidos pela lama e integrantes da coordenação do MAB reforçaram a importância dos próprios atingidos serem protagonistas do processo e apresentaram suas reivindicações.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobrou do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, o comprometimento na reconstrução da Bacia do Rio Doce, profundamente impactada pelo rompimento da barragem da Samarco (Vale e BHP Billiton).

O diálogo aconteceu em reunião na manhã desta segunda-feira (16) no Centro Pastoral da Arquidiocese de Mariana. A reunião também contou com a presença de representantes da Arquidiocese e da presidenta do Incra, Maria Lúcia Falcón.

Os primeiros 300 mil litros de água enviados a Governador Valadares pela Vale estão contaminado por querosene e são impróprios para consumo


Por Juliana Baeta e Bruna Carmona, do portal O Tempo

Nesta quinta-feira (12), a integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Alex Sandra Maranho, e o arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, encontraram-se com a presidenta Dilma Rousseff em Belo Horizonte, capital mineira. Também estavam presentes o prefeito de Mariana (MG), Duarte Júnior, e o governador do estado, Fernando Pimentel.

Doações eleitorais da empresa que controla Samarco “explodem”. Metade vai para PMDB, partido que controla mineração no governo.

Integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens, Alex Sandra Maranho, conta que empresa não se preocupou com a vulnerabilidade dos moradores da região afetada pelo rompimento das barragens.

Em frente ao prédio da mineradora, manifestantes rejeitaram hipótese de apenas acidente.

Sofia repara a foto do povoado de Miguel Rodrigues, o ‘antes’ e o ‘depois’, pensa no futuro e sente um calafrio. Procura um canto pra sentar-se. Num segundo, toda ela se concentra naquela imagem, apesar do caos ao seu redor. É desolador! Antes as casas, as ruas, as edificações comunitárias, equipamentos de políticas públicas, muitas árvores e, principalmente, pessoas. Agora aquela cratera enorme, imensa, avermelhada, de sangue sugado e explorado, rastro da destruição provocada pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém, da Vale e BHP Billing (australiana), as duas primeiras gigantes do setor minerário no mundo todo, provocando o maior desastre ambiental da história de Minas Gerais. 

Em coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira, 9 de novembro, o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, afirmou que a Arquidiocese está ao lado dos atingidos pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém.

Após a tragédia, caso a lama permaneça “onde está, naquela região por muito tempo não vai nascer nada, não vai se plantar nada. O rejeito anda pode assorear a calha dos rios”, conclui professor da UFRJ.


Por Nadine Nascimento, do Brasil de Fato

Foto: Ísis Medeiros