Mariana

Pela primeira vez após a tragédia provocada pela mineradora Samarco (Vale/BHP Billiton), as comunidades atingidas puderam se reunir em um “encontrão” nesta quinta-feira (19) na cidade de Mariana (MG). A atividade foi organizada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Arquidiocese de Mariana e Ministério Público Federal.

Em entrevista ao Brasil de Fato, militante do MAB  fala das causas da tragédia em Mariana e do descaso das empresas de mineração na hora de garantir os direitos das famílias atingidas.


Por Rafaella Dotta, do Brasil de Fato

Foto: ísis Medeiros

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Arquidiocese de Mariana, órgãos do poder público, outras organizações da sociedade civil e a mineradora Samarco (Vale/BHP Billiton) se reuniram na tarde desta quarta-feira (18) em Mariana (MG) em uma mesa de negociações mediada pelo governo do estado para discutir os impactos provocados pela empresa com o rompimento de suas barragens de rejeito.

Quando a lama das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton) chegou à sede do município de Barra Longa, eram por volta de 2h, ou seja, quase 10 horas após o rompimento. Ainda assim, os moradores foram pegos de surpresa. Em depoimentos, eles contam que a empresa não informou à população dos riscos e nem prestou socorro para a remoção das famílias.

A mineradora vem querendo saber de tudo, um que outro fica mudo: assunta daqui e de acolá, acha aquilo esquisito sem saber no que vai dar a promessa de progresso que está para chegar, esmola quando é demais até santo desconfia, e mineirice é assim: já nasce desconfiada, mas a empresa é ardilosa, vai e vem mais sorridente, abusa da inocência do povo trabalhador, usa a licença prévia pra invadir outras terras, e quando ganha na mansa a licença de instalação, as máquinas fuçam o chão na fome do capital, procurando a tão sonhada licença de operação, mais valiosa que o ouro...

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou hoje uma audiência pública sobre o rompimento das barragens da Samarco (Vale/BHP Billiton) na cidade de Mariana. Na ocasião, os atingidos pela lama e integrantes da coordenação do MAB reforçaram a importância dos próprios atingidos serem protagonistas do processo e apresentaram suas reivindicações.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) cobrou do ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, o comprometimento na reconstrução da Bacia do Rio Doce, profundamente impactada pelo rompimento da barragem da Samarco (Vale e BHP Billiton).

O diálogo aconteceu em reunião na manhã desta segunda-feira (16) no Centro Pastoral da Arquidiocese de Mariana. A reunião também contou com a presença de representantes da Arquidiocese e da presidenta do Incra, Maria Lúcia Falcón.

Os primeiros 300 mil litros de água enviados a Governador Valadares pela Vale estão contaminado por querosene e são impróprios para consumo


Por Juliana Baeta e Bruna Carmona, do portal O Tempo

Nesta quinta-feira (12), a integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Alex Sandra Maranho, e o arcebispo de Mariana (MG), Dom Geraldo Lyrio Rocha, encontraram-se com a presidenta Dilma Rousseff em Belo Horizonte, capital mineira. Também estavam presentes o prefeito de Mariana (MG), Duarte Júnior, e o governador do estado, Fernando Pimentel.

Doações eleitorais da empresa que controla Samarco “explodem”. Metade vai para PMDB, partido que controla mineração no governo.