Mulheres

Hoje (8/4), às 20h, a Via Campesina faz um ato pelo fim da violência contra as mulheres. A atividade faz parte da programação do Encontro Nacional da Juventude – pelos direitos dos atingidos e por um projeto energético popular, organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Uma representante da Secretaria Especial de Política para as Mulheres estará presente no ato.

Somando-se à luta feminista durante este 8 de março, as mulheres da Via Campesina se mobilizam por todo o país para denunciar os malefícios do agronegócio contra a vida e o trabalho das camponesas. Atos, protestos e atividades de formação e estudos acontecem desde a semana passada em todas as regiões do país.

Atingidas por barragens participam da marcha que reunirá representantes de todos os estados do país

Ações fazem parte da jornada em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres

Mais de 800 trabalhadoras do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina e Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) trancam desde o início desta manhã (03/03) a RST 569, KM 5, a fim de denunciar as mais diversas formas de violência praticadas contra as mulheres. O protesto iniciou às 9horas da manhã de hoje e segue com uma caminhada até a praça da Matriz de Palmeira das Missões. Pela parte da tarde as mulheres farão um estudo sobre a Lei Maria da Penha, a partir das 14horas no salão paroquial da cidade.

Dezenas de mulheres da Via Campesina, do Movimento de Trabalhadores Desempregados (MTD) e movimentos sindicais ocupam, neste momento, os dois andares da Delegacia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O Ministério foi ocupado em protesto contra a política de desenvolvimento do governo federal que privilegia o agronegócio, responsável pela produção de alimentos transgênicos, com o uso intenso de agrotóxicos.

Ontem (20/01), a II Planária Nacional da Via Campesina Brasil lançou a Campanha Mundial Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. A campanha tem como foco central todas as formas de violência, física ou psicológica, exercida contra as mulheres do campo, mas também quer dar visibilidade à violência praticada contra todas as mulheres do mundo. Ela terá um caráter de denúncia e pretende desmistificar a naturalização da violência.