Samuel

Governo garantiu terras para os atingidos pela hidrelétrica de Samuel, construída na época da ditadura. Além disso, o MAB apresentou uma lista de prédios públicos que poderiam servir como alternativa aos barracos de lona oferecidos pela prefeitura aos desabrigados pela enchente do Madeira

 Atingidos e desabrigados pelas enchentes do rio Madeira vão às ruas para cobrar responsabilidade das usinas Santo Antônio e Jirau e exigir seus direitos

Approximately thousand five hundred demonstrators returned to occupy the main streets of the city of Porto Velho/RO yesterday evening (June 26). The protest counted with the participation of education workers, trade unions, rural and urban social movements and particularly with the participation of many young people.

No final da tarde de ontem (26), aproximadamente mil e quinhentos manifestantes voltaram a ocupar as principais ruas de Porto Velho/RO. O protesto contou com a participação de trabalhadores da educação, sindicatos, movimentos sociais do campo e da cidade, com muita participação de jovens.

A definição clara e justa de uma política pública nacional de direitos das populações atingidas por barragens foi defendida pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO) em reunião, nesta semana, com representantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), em Porto Velho.

Para o senador, o marco regulatório é necessário considerando que no país há cadastradas cerca de 12 mil famílias sem terra, após ser atingidas por barragens. Em Rondônia, somente na região da Usina Hidrelétrica de Samuel, são aproximadamente mil vítimas sem terra.

O Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB) realizou no último dia 21 o Encontro de Coordenadores e Coordenadoras de Grupos de Base, no reassentamento Morinhos, à margem direita do rio Madeira, em Rondônia.

“A barragem foi construída há mais de 28 anos e causou problemas que ainda não foram solucionados pelo Estado brasileiro”, afirma Océlio Muniz, militante do MAB em Rondônia. Entre as dívidas do Estado estão a construção de uma ponte, incentivos à produção em reassentamento e acesso à energia e a bens culturais.

O principal anseio da população é o desfecho de um imbróglio que se arrasta há quase uma década. A conclusão de uma ponte sobre o rio Jamari, ligando os dois lados do município, que faz parte da compensação social da Eletronorte pela construção da UHE.

Após 26 anos da construção da hidrelétrica de Samuel, em Rondônia, o MAB foi recebido pela diretoria da Eletronorte em Brasília nessa quarta-feira (31) para cobrar soluções para os problemas dos atingidos.

Dos pontos de reivindicação, a diretoria da estatal se comprometeu a buscar uma solução para o problema da construção de uma ponte sobre o lago da barragem. A obra começou a ser erguida pela SPA Engenharia em parceria com a Eletronorte, mas desabou. A Eletronorte entrou com um processo contra a construtora e até então vinha tratando o problema apenas no âmbito jurídico.

Nesta quarta-feira (31), integrantes do MAB em Rondônia viajarão até Brasília para cobrar da Eletronorte a solução de problemas ocasionados pela hidrelétrica de Samuel, construída há 26 anos. O Movimento conseguiu marcar a reunião com a estatal como desdobramento da Jornada Nacional de Lutas, ocorrida na semana passada.