Santo Antônio

Nesta tarde (5), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Rondônia foram recebidos em audiência pela presidenta Dilma, que viajou até Porto Velho. Na audiência, os atingidos e os operários entregaram à presidenta uma carta com demandas das duas categorias.

Entre as demandas dos ribeirinhos da região está o asfaltamento da estrada Penal e a instalação de rede de água potável nas comunidades do baixo Madeira. O Movimento também enfatizou a violação dos direitos humanos no processo de construção das usinas hidrelétricas no Rio Madeira

O documentário retrata a luta das comunidades ribeirinhas no Rio Madeira, em Rondônia, contra a violência das empresas que se apropriam de seu território para a construção de duas usinas hidroelétricas - Santo Antonio e Jirau. O documentário representa uma denúncia contra o modelo energético que beneficia grandes empresas nacionais e estrangeiras e deixa uma herança de destruição para a população local e para os trabalhadores.

Os problemas incluem sub-indenização de terras e benfeitorias, alteração do modo de vida dos reassentados, com redução significativa da renda familiar, concessão de lotes muito pequenos e em área de baixa fertilidade. É o que constatou a Relatoria Nacional para o Direito Humano.

 As comunidades da região de Joana D’arc, na zona rural de Porto Velho (RO), começam a se deslocar em solidariedade rumo ao acampamento dos atingidos pela barragem de Santo Antônio no início desta sexta-feira (29). O objetivo é que as comunidades prejudicadas pela obra possam unir forças para abrir o diálogo com a empresa e os órgãos competentes.

Os moradores da comunidade rural de Joana D’Arc, em Porto Velho (RO), mantém nesta quinta-feira (28) o bloqueio da estrada que dá acesso à cidade, como forma de protesto contra o consórcio Santo Antônio Energia.

Cerca de 100 moradores da comunidade rural de Joana D’Arc, em Porto Velho (RO), bloquearam a estrada que dá acesso à cidade na manhã de terça-feira (26) como forma de protesto contra o consórcio Santo Antônio Energia.

Os moradores alegam que não receberam a indenização que seria paga aos atingidos pela construção da usina de Santo Antônio. De acordo com os moradores, somente 176 pessoas foram beneficiadas pelo consórcio, deixando boa parte da comunidade abandonada.

Ainda estudante de Direito, Cíntia Peganotto assistiu as audiências públicas promovidas pelo Consórcio Santo Antônio Energia (Saesa), responsável pela construção da usina Santo Antônio, e pelo Energia Sustentável, que ergue Jirau, em que explicavam o que estava por vir. Ao invés do debate com a população, havia muita propaganda institucional, lembra ela. Ficava claro que o futuro não seria tão promissor quanto juravam.