Seminário da Água

Curta-metragem de animação baseado no mito ayoreo.

Aconteceu nos dias 20 e 21 de julho o Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina. Organizado pelo MAB, a atividade contou com a presença de 120 pessoas de 50 organizações do campo e da cidade, vindas 13 países. 

Leia a seguir a síntese elaborada pelos participantes no final do seminário:

 

Síntese do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina

Os rios

 

I

não importa sua substância

Cobre?

Madeira?

 

tampouco sua origem

Piracicaba?

Tocantins?

Paraná?

Titicaca?

Panamá?

 

nem mesmo sua identidade

Francisco?

Madalena?

 

tudo isto pode ser trocado

por trinta moedas de ouro

 

II

as águas que romperam

pelos meandros de seu caminho

todo o sal da geologia

perfuraram rochas

se lançaram em quedas suicidas

Com a certeza de que há muito trabalho pela frente para barrar o processo de privatização da água, os participantes encerraram o Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina. Realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de julho, o seminário contou com a participação 120 de representantes de 50 entidades vindas de 13 países.

Isabela Vieira, da Agência Brasil

A privatização das empresas públicas de abastecimento de água e tratamento de esgoto poderá ter como consequência o aumento nas contas de água e a diminuição dos investimentos no setor. O alerta é das organizações sociais que participaram de seminário que discutiu como a população pode se organizar para impedir que as empresas sejam vendidas.

Na manhã dessa quinta-feira (21), os participantes do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina trocaram experiências de luta e resistência em defesa da água em diversos países.

Ricardo Canese, do Paraguai, compartilhou a pauta dos povos originários atingidos pela hidrelétrica de Itaipu. Além de indenização, eles reivindicam 50 mil hectares para a reconstituição dos sistemas nativos de suas terras ancestrais, destruídos quando houve a construção da usina.

As estratégias capitalistas para o domínio da água foram o tema da segunda mesa do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina.