Tereza Lobo Pereira

“Meu maior medo é que eu não me acostumo na cidade. Lá é aquela quentura, é ladrão, trânsito, tudo isso eu tenho medo. Aqui não, aqui eu estou sossegada, mas se sair a barragem vou ter que correr para lá no meio do sufoco. Eu sou filha da beira do rio, não consigo viver sem comer peixe. Aqui o costume é esse. Tem gente que acha sofrida a vida da gente, mas a gente gosta, a tranqüilidade vale muito.”

Tereza Lobo Pereira, horticultora, moradora da comunidade Pimental, ameaçada pelo complexo hidrelétrico do Tapajós