Atingidos pelas barragens do Pará fazem cobrança a ministro

Nesta tarde (03), durante o Encontro Nacional do MAB, que acontece em Cotia/SP, os ameaçados pelo complexo de barragens previsto para o Rio Tapajós, no Pará, fizeram sérias cobranças ao ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Eles exigiram o cancelamento dos projetos e a retirada da Força Nacional do Tapajós, que retomou o acompanhamento dos estudos de viabilidade ambiental das barragens e o monitoramento dos movimentos sociais e das famílias ameaçadas. Para os atingidos a presença da Força Nacional tem intimidado a população, que resiste à construção das obras.

Outra cobrança foi a postura do Estado quanto à construção do complexo. “Não queremos que o governo venha discutir depois da construção, quando o desastre já aconteceu. Nós temos o direito de dizer não aos projetos, não queremos sair de nossa comunidade”, afirmou José Odair, da comunidade de Pimental, onde está prevista a construção do canteiro de obras da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, uma das cinco usinas previstas para o rio.

Um dos acertos feitos com o ministro foi a realização de uma reunião com os ameaçados pelo complexo, organizados no MAB. A data será marcada ainda esta semana com a Secretaria Geral da Presidência.

Atingidos por Belo Monte exigem presença do Ministro

Maria das Graças, atingida por Belo Monte fez uma intervenção durante a fala do ministro e cobrou que ele visite a cidade de Altamira e conheça a realidade dos atingidos por Belo Monte “O governo e a empresa estão dizendo que as casas que a Norte Energia está oferecendo são boas, mas nós estamos vendo que não são. Queremos que o ministro vá olhar as casas de perto e veja as péssimas condições que estão querendo nos colocar”, afirmou.

O ministro se comprometeu a visitar a região em outubro.

Foto: Joka Madruga