Atingidos por barragens do Ceará e famílias do entorno do Pecém protestam na CE - 422 para denunciar violação direitos.

Hoje (13) inicia-se em todo Brasil a Jornada de Lutas do Movimento dos Atingidos por Barragens. A data comemorada em forma de luta a nível internacional é um marco simbólico, visto que o dia 14 de março é o Dia Internacional de Lutas contra as Barragens.

No Ceará, a mobilização dos atingidos iniciou na madrugada de hoje. Famílias de várias regiões do estado estão mobilizadas na CE-422 em frente à (CSP) Companhia Siderúrgica do Pecém no Complexo Industrial e Portuário do Pecém em são Gonçalo do Amarante para denunciar negação de direitos básicos.      

Tendo entre as principais donas a Vale (antiga estatal Vale do Rio Doce, privatizada nos anos FHC) a Companhia Siderúrgica do Pecém é um grande empreendimento que promete injetar bilhões na economia cearense. Contudo, o processo de exploração e produção de lâminas de aço a partir do carvão mineral produz um conjunto de rejeitos que vem afetando as famílias do entorno. Pó de carvão e gases principalmente,tem provocado uma situação insustentável na vida das famílias, a exemplo da comunidade Nova Vida, distrito de Parada, São Gonçalo do Amarante.

A região do Pecem concentra o maior polo de “desenvolvimento do estado”, por outro lado concentra o consumo de água através destas empresas, enquanto isto as famílias atingidas de varias partes do estado tem o direito a água negado.              

A pauta das famílias atingidas, estão entre outras cobranças para com o governo e com as empresas, a reparação e indenização pela real situação que se encontram desde que as empresas se instalaram na região. Cobram garantia de água, reasssentamento, cestas de alimentos etc. Nas bandeiras, falas e frases as comunidades colocam a indignação pelo fato de não terem acesso e abastecimento garantido, mesmo estando nas proximidades das barragens, enquanto as grandes empresas do Porto tem acesso garantido através de grandes estruturas de transporte de água.

Além das pautas locais, as famílias também denunciam os ataques aos direitos dos trabalhadores, com especial destaque a Reforma da Previdência, aumentos na conta de luz do povo brasileiro,  autorizado pelo governo golpista de Michel Temer.