Atingidos por barragens participam de greve geral em todo país

Paralisações e atos reúnem milhares de pessoas contra reformas da previdência e trabalhista


Nesta sexta-feira (30), o conjunto das centrais sindicais, com o apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realiza uma greve geral em todo o país. A terceira do ano, essa paralisação continua sendo contra as reformas da previdência e trabalhista.

O governo golpista de Michel Temer se alçou ao poder, com apoio de partidos como o PSDB, para justamente articular a aprovação de reformas como essa, que retiram o direito dos trabalhadores e aumentam o lucro dos patrões. Entretanto, com apenas 2% de aprovação, de acordo com o Instituto Ipsos, e denunciado pelo Ministério Público Federal por prática de corrupção, Temer começa a perder apoio até mesmo de sua base aliada.

De acordo com Liciane Andrioli, integrante da coordenação nacional do MAB, “o que interessa para os trabalhadores é barrar qualquer medida de retirada de direitos e lutar por eleição direta, na qual o povo brasileiro possa decidir qual presidente irá governar o país”.

Com esse objetivo, milhares de atingidos organizados no MAB se somaram aos atos unificados nas cinco regiões do país. Além disso, cerraram fileiras junto aos petroleiros nas refinarias da Petrobrás, em protesto contra o processo de privatização que está sendo realizado.

O petróleo brasileiro tem grande geração de riqueza e seu destino está em plena disputa. Para Liciane, “o capital quer esta enorme riqueza para aumentar seus lucros, e nós queremos defender a Petrobrás para que esta riqueza gerada através do pré-sal tenha destino social. Por isso, a nossa luta é pelo pré-sal para educação, saúde, empregos e direitos”, conclui.

Até este momento, os atingidos já saíram às ruas dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba, Ceará, Pará e Rondônia.