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Atingidos por barragens prestam solidariedade à escola de samba Imperatriz Leopoldinense

Na noite de ontem (16 de fevereiro), militantes de várias organizações populares e sindicais do Brasil e América Latina foram prestar solidariedade à escola de samba Imperatriz Leopoldinense, que nesse ano tem como tema “Xingu: o clamor que vem da floresta”. A escola despertou a ira do agronegócio devido ao enredo em homenagem à luta dos povos indígenas.

Segundo o diretor de carnaval da escola, Wagner Araújo, o enredo desse ano tem como objetivo mostrar a resistência e as lutas na região do Xingu contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O trecho “o Belo Monstro rouba a terra de seus filhos, destrói a mata e seca os rios” é uma denúncia contra a construção de Belo Monte, segundo Wagner.

“Estamos aqui hoje para prestar a nossa solidariedade diante dos ataques que a escola vem sofrendo. Além disso, viemos parabenizar pelo enredo que trata um pouco da realidade dos atingidos por barragens no Brasil”, afirmou Fernanda Portes, da coordenação nacional do MAB.

Jackson Dias, militante do MAB e atingido por Belo Monte, aproveitou a oportunidade para convidar a escola de samba para 8ª Encontro Nacional do MAB, que será no Rio de Janeiro entre os dias 01 e 05 de outubro de 2017. O diretor da Imperatriz acenou positivamente ao convite e depois gravou uma mensagem em vídeo aos atingidos por barragens.

Os militantes que participaram da atividade estão no Rio de Janeiro para fazerem o curso de especialização e extensão “Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo” na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).