Começa exposição das arpilleras no Sesc Boulevard em Belém

Começou neste domingo (18 de setembro) a exposição “Arpilleras Amazônicas: costurando a luta por direitos”, no Sesc Boulevard, em Belém. A mostra é uma parceria entre o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Sesc. Ela traz 17 telas de tecidos costuradas por mulheres atingidas por barragens integrantes do MAB na Amazônia para denunciar a violação de direitos humanos nessas obras.

A exposição ficará disponível até o dia 31 de outubro. Também haverá sessões de documentários, debates e oficina para ensinar a técnica de confecção. Saiba mais sobre a exposição.

Arpillera é uma técnica de costura de retalhos sobre juta nascida no Chile. Naquele país, as mulheres utilizaram essa forma de arte para denunciar as atrocidades da ditadura de Augusto Pinochet. As mulheres do MAB resgatam a técnica em todo o Brasil com esse sentido político, para retratar coletivamente os problemas da construção de barragens em suas vidas: exploração sexual, destruição da comunidade, perda do trabalho gerador de renda, entre outras violações de direitos humanos. Também usam da técnica como instrumento de luta, ao retratarem a mobilização por políticas públicas e direitos.

Estão presentes na mostra telas produzidas pelas atingidas por Belo Monte (PA), Tucuruí (PA), Santo Antônio e Jirau (RO), Estreito (MA/TO) e ameaçadas pelas hidrelétricas de Marabá (PA) e Tapajós (PA). São indígenas, ribeirinhas, agricultoras, trabalhadoras urbanas, donas de casa e pescadoras – como Nilce de Souza Magalhães, a Nicinha, militante do MAB assassinada em Rondônia em janeiro deste ano, a quem a mostra é dedicada.

A maior parte das arpilleras da região de Itaituba foi realizada em encontros do projeto “Direitos das Mulheres Atingidas por Barragens”, uma parceria do MAB com a entidade de cooperação Christian Aid e apoio da União Europeia.

Confira a seguir algumas fotos da abertura da exposição. As imagens foram feitas pela fotógrafa Paula Sampaio.

Arpilleras Amazônicas no Sesc em Belém