Em MG, atingidos reivindicam direitos no Vale do Jequitinhonha

Cerca de 250 pessoas marcharam pelas ruas de Chapada do Norte até a prefeitura da cidade

Na manhã desta segunda-feira (15), cerca de 250 atingidos pela barragem de Setubal, organizados no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Vale do Jequitinhonha, fizeram uma marcha pela cidade até chegar à prefeitura de Chapada do Norte para entregar uma pauta de reivindicações.

Os atingidos são moradores dos reassentamentos Agrovila II, Vargem do Setubal, Ribeirão do Cachoeira, Ribeirão do Granjas, Tamboril, Córrego do Sítio, Granjas, Campo Limpo, Setubal Acima, Veredas, Mandasala e Ribeirão. A barragem foi inaugurada em 2010 e desde então os moradores realocados sofrem com diversos problemas deixados após a construção do empreendimento. Entre as demandas estão o acesso à água potável, o funcionamento do Centro de Saúde e a ambulância para atender as comunidades.

Os moradores reivindicam também acessibilidade nas estradas e pontes que dão acesso as agrovilas. “Cobramos do prefeito e seus secretários que melhorem o sistema de saúde e a acessibilidade, reformando pontes e recapeando estradas. Há muito tempo que estamos em situação precária nas áreas de saúde e transporte. Ao atender essas demandas o prefeito melhoraria a vida de quem mora na zona rural”, comenta Edriana, moradora da Agrovila II.

O objetivo foi entregar a pauta para o prefeito, Diego de Teco, e ao secretário de saúde. A comissão dos atingidos teve dificuldade para entrar e conversar com as autoridades. Após muito diálogo entre atingidos e assessores do prefeito, a comissão entregou a pauta para o secretário de saúde.

No entanto, o prefeito não estava no município. Segundo seus assessores ele estava em agenda na cidade de Diamantina. Após a entrega do documento foi marcada uma reunião com prefeito após 45 dias para ter a resposta das demandas dos atingidos.

“Os atingidos organizados estão animados e prometeram voltar e cobrar do prefeito Diego de Teco. Avaliamos como um momento importante. Mesmo com o descaso da prefeitura, além do cenário político nacional de retrocessos para classe trabalhadora, o espírito de luta dos atingidos para 2018 está inflamado para garantia de direitos”, comenta Rogério Oliveira, da coordenação do MAB na região.