Em SC, atingidos se mobilizam e reivindicam direitos negados

Teve início hoje (14 de março) em Águas de Chapecó, oeste do estado de Santa Catarina, o “Encontro com atingidos pela UHE Foz do Chapecó no Rio Uruguai”.

Após 6 anos da construção da obra, centenas de famílias de pescadores e agricultores reivindicam a reestruturação das comunidades ribeirinhas; reassentamento dos pescadores, implantação imediata dos pontos de apoio a pesca com tanques  e redes para os pescadores, regularização da área de preservação e a implantação do PACUERA (PLANO AMBIENTAL DE CONSERVAÇÃO E USO DO ENTORNO DO RESERVATORIO). Além dos atingidos, estão presentes também prefeitos, vereadores e lideranças locais.

Hoje também pela manhã, outro encontro também acontece no município de Vargem, na região serrana do estado. Os atingidos pala barragem de São Roque, no rio Canoas, pertencente ao grupo Engevix, com largo histórico de violações a população atingida na região, denunciam a precariedade nas indenizações e falta de diálogo com a empresa. Eles exigem a imediata compra de área de terra para reassentamento e reconhecimento dos direitos negados.

Neste dia 14 de março é o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida! Os atingidos por barragens estão em luta em todo o Brasil e no mundo.

A nível nacional,  os atingidos revindicam também a criação de uma Política Nacional de Direito dos Atingidos por barragens, planos de recuperação das regiões atingidas, criação de um fundo nacional e um órgão responsável para garantir os direitos. A suspensão imediata da decisão que reduz em 23% os Royalties (Compensação Financeira pelo Uso dos Recursos Hídricos – CFURH) sobre as terras alagadas dos atingidos por barragens. A luta contra o desmonte da previdência que tem por objetivo acabar com a aposentadoria pública e privatizar o sistema de seguridade social. Defesa da Petrobrás e pelo pré-sal para educação, emprego, saúde e direitos; contra as privatizações e entrega das empresas públicas de energia elétrica e do petróleo. E contra o Tarifaço na energia elétrica, que prevê 45% de aumento nas contas de luz no próximo período.