Federação dos Urbanitários realiza plenária sindical e popular em Brasília

Com a presença de diversas entidades, o evento pretende encontrar saídas para a retirada de direitos da classe trabalhadora


Começou ontem (8), em Brasília (DF), a Plenária Urbanitária de Mobilização Sindical e Popular, organizada pela Federação Única dos Urbanitários. Com mais de 200 participantes, o evento pretende encontrar saídas para a retirada de direitos realizada pelo governo golpista de Michel Temer.

A FNU reúne as categorias de trabalhadores de água e esgoto, serviços de gás e eletricidade de todos os estados brasileiros. Além disso, integra a Plataforma Operária e Camponesa para a Energia, que desde 2010 reúne diversas entidades para construir propostas de um projeto energético popular.

O presidente da FNU, Pedro Blois, saudou a participação de outros movimentos populares no evento. "Esta plenária passa a ser um divisor de águas na relação da FNU com os movimentos sociais por ser sindical e popular. Isso mostra a unidade da classe trabalhadora", comemora.

Participam da plenária outros movimentos populares e sindicais, do campo e da cidade, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Consulta Popular, Federação Única dos Petroleiros (FUP), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento Camponês Popular (MCP) e Levante Popular da Juventude, entre outras.

Para o integrante do MAB presente na plenária, Gilberto Cervinski, reunir diversos segmentos de trabalhadores em sua plenária é uma atitude pioneira da FNU. “Nesta conjuntura de acirramento da luta de classes e diante da necessidade da unidade das organizações da classe trabalhadora, este é um grande acerto da FNU”, afirma.

Além de fortalecer a unidade sindical e popular e alinhar a análise de conjuntura diante do golpe e seus desdobramentos, a plenária tem o objetivo de traçar um plano de lutas contra os retrocessos aos direitos e, sobretudo, aos ataques à soberania que os brasileiros têm sofrido nos setores de energia, água e serviços (privatizações e entrega de recursos estratégicos).