MAB apoia movimentos sociais peruanos na luta contra megaprojetos

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se solidariza aos movimentos sociais peruanos na luta contra os megaprojetos de apropriação dos bens naturais e se soma à denúncia da criminalização do processo de resistência popular.

Ontem (03/07), foram assassinadas três pessoas durante uma manifestação legítima contra o projeto de mineração Conga, da transnacional norte-americana Newmont. Após o ocorrido, o governo peruano decretou estado de emergência e a militarização de três províncias na região de Cajamarca, no norte do país.

Não temos dúvidas que a criminalização e os assassinatos estão profundamente ligados aos interesses das corporações transnacionais. A repressão sobre os trabalhadores e as populações que lutam tem sido o principal instrumento utilizado pelas grandes corporações, que usam os governos e a força militar do Estado para reprimir a população.

Os movimentos sociais peruanos denunciam que o episódio é parte de um processo de radicalização na postura do estado peruano em militarizar os conflitos e criminalizar as organizações populares. Desde a posse do atual presidente, Ollanta Humala Tarso, já são15 mortes em repressão contra as manifestações sociais. Nas áreas de mineração, são sete mortes, incluindo quatro em Espinar, no sul do país, em maio passado.

O Movimento dos Atingidos por Barragens cobra o fim da repressão contra a população peruana. Para o MAB, a luta contra os megaprojetos de mineração e de hidrelétricas no Peru é a mesma luta feita pelos atingidos por barragens no Brasil, em defesa dos bens naturais dos povos e contra a apropriação pelo capital transnacional.