Movimentos sociais apontam construção de uma nova sociedade e falência da Rio +20

A Cúpula dos Povos, evento organizado por movimentos sociais paralelo à Rio +20, encerrou suas atividades na última sexta-feira (22). Foram mais de dez dias de debates e lutas populares que tiveram a participação de cerca de 30 mil pessoas. No documento final, os ativistas apontam para “o desafio urgente de frear a nova fase do capitalismo”. Eles também defendem novas relações entre os seres humanos e a natureza.

Sobre a Rio +20, os movimentos sociais avaliam que a Conferência da ONU repetiu “o falido roteiro de falsas soluções defendidas pelos mesmos atores que provocaram a crise global”.

Sobre esse ponto, o coordenador do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Robson Formica, acredita que não há saídas dentro do atual sistema.

“Os povos, os movimentos sociais, os lutadores, devem buscar construir a partir das suas organizações, das suas articulações, novas perspectivas para a questão da indústria extrativa e da energia. Não será pelas soluções falsas apontadas pela economia verde, do capitalismo verde, que nós vamos resolver os problemas do povo. Nós não estamos dispostos a construir alternativas à crise econômica, nós estamos dispostos a construir um novo modelo de sociedade.”

Outro tema debatido no evento foi o feminismo, como comenta a integrante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Lígia Bensadon.

"Para mudar o mundo, tem que mudar o espaço da mulher, que tem que ocupar o poder e ser protagonista assim como os homens: os mesmos direitos, os mesmos acessos. Com mais mulheres agindo, denunciando a violência, sendo autora e se organizando em grupos produtivos.”

De São Paulo, da Radioagência NP, com entrevistas da Agência Pulsar , Vivian Fernandes.