Plataforma da energia dá importante passo no RJ

Neste final de semana, 24 e 25 de junho, aconteceu a 1ª etapa da Turma de Formação de Formadores da Plataforma Operária e Camponesa da Energia do Rio de Janeiro. Com a acolhida do Sindipetro Caxias, em Duque de Caxias, a etapa contou com a participação de 30 militantes, representando 10 organizações fluminenses.

O curso teve o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o atual estágio da produção de petróleo no Brasil, com a especificidade no estado do Rio de Janeiro, e sua implicação para as áreas da educação, saúde, emprego e direitos, além de criar as bases para intensificar o trabalho de base para a luta em defesa do pré-sal e da Petrobras para a educação, saúde e emprego nas diferentes regiões do estado

Os intensos debates sobre a conjuntura, trazidos por Rodrigo Marcelino, da Consulta Popular, associados à contextualização geral sobre o petróleo brasileiro e o pré-sal, abordados por Cloviomar Carenine, do Dieese/FUP, deram o pontapé inicial para os debates que seguiram pela tarde com Guilherme Estrella, ex-diretor da Petrobras, que falou da descoberta do pré-sal e da importância dessa riqueza para o povo brasileiro, e com Gilmar Soares, diretor da CNTE, que entrou no debate do petróleo para a educação.

No domingo, Kleybson Andrade, da Consulta Popular, aprofundou o debate sobre trabalho de base e após os participantes foram divididos em três regionais do estado para a construção do trabalho a ser feito nas escolas e locais de trabalho.

Segundo Leonardo Maggi, da coordenação da Plataforma, a proposta desta formação é de médio e longo prazo e servirá para qualificar um grupo estadual de Formadores da Plataforma, que ampliarão o debate sobre o tema para grupos regionais. “Este, portanto, é o primeiro de uma série de encontros que devem se realizar nos próximos dois anos, também tendo como foco a luta que realizaremos no dia 3 de outubro aqui no Rio, no dia de aniversário de fundação da Petrobrás, para demarcar nossa posição sobre a empresa enquanto patrimônio público, do povo brasileiro, cujas riquezas devem servir ao desenvolvimento da nossa nação”, finalizou.