Plataforma da Energia declara apoio à Dilma

Nesta segunda-feira (20), a Plataforma Operária e Camponesa da Energia declarou apoio e conclamou toda a sociedade, através de um manifesto, para reeleger Dilma Rousseff presidenta do Brasil. 

Para os integrantes da Plataforma, que reúne trabalhadores e trabalhadoras petroleiros, eletricitários, engenheiros, atingidos por barragens e camponeses, Aécio representa a perda de soberania energética. Segundo o manifesto, "seu objetivo [Aécio] é a privatização da Petrobrás e a entrega do petróleo, em especial do pré-sal, ao controle das empresas estadunidenses".

Já no setor elétrico, a eleição do tucano significará "a entrega total da energia elétrica ao capital especulativo, principal responsável pelas altas tarifas nas contas de luz".

Confira:

 

Manifesto da Plataforma Operária e Camponesa da Energia

Em defesa da energia, Dilma presidenta!

Queridos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Nesta semana decisiva das eleições no país, nós da Plataforma Operária e Camponesa da Energia, formada pelas organizações que representam os trabalhadores e trabalhadoras petroleiros, eletricitários, engenheiros, atingidos por barragens e camponeses, queremos fazer um chamamento público a todos e todas para elegermos Dilma presidenta do Brasil.

A candidata Dilma Rousseff representa melhores condições para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Apesar de todos os limites, a trajetória dos governos Lula e Dilma demonstra compromisso com o emprego, aumento de salário, educação pública e gratuita, universidades, mais médicos e tantas outras políticas sociais que reduzem as desigualdades entre ricos e pobres. Representa também um projeto onde o povo brasileiro pode sonhar com melhores lutas, mais conquistas e uma vida cada vez melhor.

O candidato Aécio Neves representa o retrocesso, o projeto das elites mais conservadoras que tanto oprimiram e humilharam o povo ao longo de décadas. Elites que pregam o preconceito, a discriminação e o ódio, em especial contra os trabalhadores e as trabalhadoras mais pobres. Ele é o candidato dos banqueiros, do capital financeiro internacional. Temos plena consciência que Aécio representa desemprego, arrocho salarial, perseguição, redução de direitos e políticas sociais, privatização e entrega do patrimônio público ao controle das grandes empresas internacionais. É um projeto que vai contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras.

Na política energética nacional, Aécio representa a perda de soberania energética. Seu objetivo é a privatização da Petrobrás e a entrega do petróleo, em especial do pré-sal, ao controle das empresas estadunidenses. No setor elétrico nacional vai significar a entrega total da energia elétrica ao capital especulativo, principal responsável pelas altas tarifas nas contas de luz.

Nossas organizações, de forma conjunta, construíram uma série de Propostas para um projeto energético popular, com soberania, distribuição da riqueza e controle popular, as quais chamamos de Compromissos com o povo brasileiro na política energética nacional. Eleger Dilma representa melhores condições para fazermos avançar o Projeto Energético Popular.

Frente a este momento decisivo, gostaríamos de fazer um chamamento e convocar todos e todas, trabalhadoras e trabalhadores, para eleger Dilma presidenta. A hora exige disputar o coração e a mente de cada um, de porta em porta, de rua em rua, de bairro em bairro, de cidade em cidade, todos os dias até a vitória final.

Venceremos o preconceito, o ódio e o retrocesso.

Para o melhor ao povo brasileiro e à nossa Pátria, elegeremos Dilma Presidenta da República.

 

Brasil, 20 outubro 2014

Plataforma Operária e Camponesa para Energia!

FUP - Federação Única dos Petroleiros

FNU - Federação Nacional dos Urbanitários

FISENGE - Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens

Sindieletro MG, STIU-DF, Sinergia CUT, Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (FTIUESP), Intercel, Intersul, Senge PR, Senge RJ, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Camponês Popular (MCP),Via Campesina Brasil.