Polícia reprime petroleiros e movimentos populares em São Caetano

No quinto dia de greve, repressão continua sendo o tratamento ao movimento grevista



Nesta quinta-feira (05), no quinto dia nacional de greve dos petroleiros, a Polícia Militar do Estado de São Paulo reprimiu de forma truculenta o protesto em frente ao Terminal de São Caetano do Sul da Transpetro e BR Distribuidora, no ABC paulista.

Com o apoio de movimentos populares, os petroleiros realizavam um piquete em frente ao terminal da Petrobras quando foram surpreendidos por gás de pimenta e agressões da polícia. Durante a ação, o diretor aposentado do Sindicato dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro – SP), Jair Aparecido Campos, e a integrante do Jornalistas Livres, Larrisa Gold, foram detidos e encaminhados à polícia.

Na segunda-feira (02), a Polícia Militar do Estado da Bahia já havia realizado uma prisão arbitrária contra o diretor do Sindipetro – BA e representante da Federação Única dos Petroleiros no Conselho de Administração da Petrobras, Deyvid Bacelar, durante protesto pacífico nas proximidades da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, na Bahia. Além do diretor, a polícia também prendeu o diretor do Sindipetro e CUT Bahia, Agnaldo Soares, e o fotógrafo, Wandaick Costa.

Atingidos apoiam a luta dos petroleiros

Em vários estados os atingidos por barragens estão se somando às mobilizações dos petroleiros. Nesta quinta-feira (05), em Fortaleza (CE), militantes do MAB reforçaram o piquete em frente a refinaria LUBNOR e demonstraram solidariedade aos trabalhadores.



Também em Minas Gerais os atingidos, junto com as organizações reunidas entorno do Quem Luta Educa, apoiaram todas as atividades grevistas. Na quarta-feira (04), foi realizado um debate em frente aos portões da refinaria Gabriel Passos, que tem adesão de 90% dos trabalhadores à greve.



Para a militante do MAB, Talita Araujo, esta é uma luta que extrapola as refinarias. “Esta não é uma luta apenas dos petroleiros, mas de todo o povo brasileiro. O que está colocado é uma grande disputa em defesa da Petrobrás e, consequentemente, da soberania nacional”, afirmou.

As reivindicações dos trabalhadores petroleiros são:
- Manutenção da Petrobras como uma empresa integrada e indutora do desenvolvimento nacional.
- Suspensão da venda de ativos e conclusão das obras do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), da Refinaria Abreu e Lima (PE) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Mato Grosso do Sul (Fafen-MS).
- Preservação da política de conteúdo nacional, com construção de navios e plataformas no Brasil.
- Garantia de que as riquezas do pré-sal sejam exploradas pela Petrobras, em benefício do povo brasileiro.
- Implementação de uma nova política de saúde e segurança que garanta o direito à vida e rompa com o atual modelo de gestão que já matou 19 trabalhadores só este ano.
- Recomposição dos efetivos.
- Preservação de todos os direitos conquistados pelos trabalhadores