Privatização da energia não é a solução

A Plataforma Operária e Camponesa de Energia, formada por diversas organizações do campo e da cidade, soltou uma nota na qual repudia veementemente as tentativas de privatização do pré-sal e do setor elétrico brasileiro. "Lamentavelmente, Congresso e Governo caminham para atender aos interesses do capital internacional", afirma a nota.

Confira:

 

Privatização da energia não é a solução

A Plataforma Operária e Camponesa de Energia repudia a entrega do pré-sal brasileiro às transnacionais e as privatizações na Petrobrás e no setor elétrico brasileiro.

O povo brasileiro está em meio a um violento ataque das grandes empresas transnacionais para tomar conta da energia de nosso país.

No setor elétrico e no petróleo verifica-se forte ofensiva para tomar o pré-sal e a Petrobrás do povo brasileiro e a privatização completa das empresas do setor elétrico. Lamentavelmente, Congresso e Governo caminham para atender aos interesses do capital internacional.

O projeto de lei (PLS 131) do senador Serra (PSDB) recentemente aprovado no senado altera as regras do PRÉ-SAL, retira da Petrobrás e caminham para entregar o petróleo brasileiro às petroleiras privadas como Shell, Chevron, ExxonMobil, BP, ConocoPhillips, entre outras.

A aprovação do projeto no senado é uma agressão ao povo brasileiro e um retrocesso gigantesco e contou com acordo do Governo com PSDB e PMDB. A entrega do pré-sal significará menos empregos e menos dinheiro para educação e saúde.

No setor elétrico, governo se movimenta para privatizar e entregar distribuidoras de energia elétrica como CELG (GO), Cepisa (PI), Ceal (AL), Manaus Energia (AM), Ceron (RO), Eletroacre (AC) e Boa Vista Energia (RR) para fazer caixa e pagar juros aos banqueiros. Porém, admite-se ainda que ações de Furnas podem ser vendidas. No cenário próximo também está em jogo a privatização de Tucuruí e até Itaipu. A privatização da CELG é a porta para entregar o restante.

A ofensiva do capital internacional sobre nossas riquezas tem recebido apoio da grande mídia, do judiciário, do Congresso e Senado, de setores reacionários como PSDB e também do atual governo Dilma.

Entregar a energia elétrica e o petróleo brasileiro ao poder das grandes empresas privadas transnacionais é uma atitude anti-pátria.

Retirar a presença do Estado no controle da energia representará mais sacrifício aos trabalhadores e trabalhadoras de nosso país, com perda de soberania, aumentos abusivos nas tarifas de energia e gás, perda de qualidade do serviço, apagões, demissões, precarização, terceirização, acidentes e mortes de trabalhadores e trabalhadoras.

Crimes ambientais como recentemente ocorreu em Mariana (MG), realizado pela empresa privada Samarco (VALE/BHP Billiton) se tornarão mais frequentes com a privatização.

Abrir mão da política de conteúdo local significará menos empregos em nosso território, pois estará se abrindo mão de qualquer política de industrialização da energia.

Não aceitaremos que o lucro esteja acima dos interesses de nosso povo. Exigimos o cancelamento imediato de todas as privatização do setor elétrico e da Petrobrás, a começar pelo cancelamento do leilão da CELG. Não aceitaremos os retrocessos previstos no PLS 131.

Convocamos todo povo brasileiro a lutar junto para derrotar as privatizações e defender o petróleo brasileiro.

Água e energia com soberania, distribuição da riqueza e controle popular!

 

Plataforma Operária e Camponesa de Energia:

FUP - Federação Única dos Petroleiros (Sindipetro AM; Sindipetro CE/PI; Sindipetro RN; Sindipetro PE; Quimicos e Petroleiros da BA; Sindipetro MG; Sindipetro ES; Sindipetro Caxias; Sindipetro NF; Sindipetro Unificado SP;  Sindipetro PR/SC; Sindipetro RS);

FNU - Federação Nacional dos Urbanitários;

CNU ‐ Confederação Nacional dos Urbanitários;

FRUNE ‐ Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste;

FUAL ‐ Federação Regional dos Urbanitários do Norte;

FSU ‐ Federação Regional dos Urbanitários do Sul; 

Federação Regional dos Urbanitários Centro‐Oeste;

FISENGE - Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros;

Sindieletro MG,

STIU-DF,

Sinergia CUT,

Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado de São Paulo (FTIUESP),

Intercel, Intersul, Senge PR;

Senge RJ;

Movimento Camponês Popular (MCP);

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB);

Movimento dos Trabalhadores Sem terra (MST);

Movimento dos Pequenos Agricultos (MPA),

Levante Popular da Juventude.