Seminário discute problemas da privatização em RO

Atingidos por barragens e trabalhadores dos setores da energia e do saneamento realizaram hoje o seminário "Panorama Político sobre água e energia" no Ministério Público Estadual, em Porto Velho. A atividade, construída pela Plataforma Operária e Camponesa, integra a mobilização nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado ontem.

Os participantes do seminário discutiram a necessidade de combater a privatização da água e da energia. No setor da energia, esse combate se dá atualmente na defesa da renovação das concessões do setor elétrico, como afirmou Franklin Moreira, da Federação Nacional dos Urbanitário (FNU). Boa parte das concessões que vão vencer pertencem a empresas públicas e, por isso, se forem realizados leilões, correm o risco de serem privatizadas.

No setor da água, o avanço da privatização é sob a forma de parcerias público-privadas (PPPs) na área do saneamento. No estado de Rondônia, três municípios já adotaram esse regime de gestão: Guajará Mirim, Arequemes e Pimenta Bueno. A presidenta da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), Márcia Luna, ressaltou a importância da gestão pública do setor para garantir a qualidade do serviço e o atendimento da população, em especial das comunidades carentes.

Também foi debatido o problema da terceirização nesses setores estratégicos. Na Caerd, por exemplo, os terceirizados já são a maior parte dos trabalhadores: 546 contra 526 servidores de carreira. Márcia falou do compromisso em mudar esse quadro.

Participaram também da mesa da atividade Dom Antônio Possamai, bispo emérito da Arquidiocese de Porto Velho e a professora Berenice Tourinho, reitora da UNIR.

Na organização do seminário em Rondônia estão o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), o Sindicato dos Urbanitários do Estado de Rondônia (Sindur), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero) e a Federação dos Urbanitários da Amazônia Legal (Fual). O seminário contou com a presença de integrantes de 18 entidades.