Socorro

Fez-se turva a razão

Sem razão

Sob o Belo Monstro de mentiras que destila violência.

 

O ódio invadiu o coração do amor

Uma flor

Uma jovem vida em flor

Uma antiga paixão

Um corpo de mulher estirado ao chão.

 

Se corro!?

Socorro!

O golpe foi muito veloz.

 

Altamira não viu nem sentiu

Apenas comentou apressada: ‘um homem matou mais uma mulher!’

 

Mas o grito de Socorro não quer calar-se:

No grupo de base

Na turma de formação

No seio da terra

Na guerra à violência brutal.

 

Semente

Gente desperta

Indignação

Ternura

Luta

Amor ao povo

O golpe que lhe rasgou o peito agora clama por liberdade.