Água

Curta-metragem de animação baseado no mito ayoreo.

Aconteceu nos dias 20 e 21 de julho o Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina. Organizado pelo MAB, a atividade contou com a presença de 120 pessoas de 50 organizações do campo e da cidade, vindas 13 países. 

Leia a seguir a síntese elaborada pelos participantes no final do seminário:

 

Síntese do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina

Uma dúzia de membros de organizações internacionais distribuíram água para os transeuntes no centro de Bruxelas nessa quinta-feira (28). A ação simbólica aconteceu no primeiro aniversário da resolução da ONU que diz que o acesso à água potável é um direito humano. As organizações defendem que esse direito, que está no papel, seja efetivamente implementado.

Com a certeza de que há muito trabalho pela frente para barrar o processo de privatização da água, os participantes encerraram o Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina. Realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro nos dias 20 e 21 de julho, o seminário contou com a participação 120 de representantes de 50 entidades vindas de 13 países.

Isabela Vieira, da Agência Brasil

A privatização das empresas públicas de abastecimento de água e tratamento de esgoto poderá ter como consequência o aumento nas contas de água e a diminuição dos investimentos no setor. O alerta é das organizações sociais que participaram de seminário que discutiu como a população pode se organizar para impedir que as empresas sejam vendidas.

Na manhã dessa quinta-feira (21), os participantes do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina trocaram experiências de luta e resistência em defesa da água em diversos países.

Ricardo Canese, do Paraguai, compartilhou a pauta dos povos originários atingidos pela hidrelétrica de Itaipu. Além de indenização, eles reivindicam 50 mil hectares para a reconstituição dos sistemas nativos de suas terras ancestrais, destruídos quando houve a construção da usina.

As estratégias capitalistas para o domínio da água foram o tema da segunda mesa do Seminário Internacional: Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina.