Energia

A Medida Provisória (MP) 735/2016, aprovada pelo Senado na última quarta-feira (19), vem preocupando funcionários de empresas do setor elétrico. O dispositivo, que altera regras do segmento, facilita processos de privatização, diminui a burocracia em leilões, reduz custos da União com subsídios a concessionárias e ainda permite a desestatização de distribuidoras estaduais que foram federalizadas, abrindo caminho para a privatização da Eletrobras. 

O que estamos vendo nos últimos meses no setor de energia, desde que o golpista Michel Temer assumiu interinamente a presidência, é o ataque e a entrega do patrimônio público grandioso e de uma base natural valiosa para as transnacionais, além do total descaso com os interesses do povo. Acordos políticos, mudanças nas leis e medidas provisórias são iniciativas deste desgoverno a fim de garantir a energia como a principal moeda de troca ao capital internacional em apoio ao golpe.

Por Gilberto Cervinski

Recentemente, empresários de energia elétrica organizados em 18 associações nacionais estiveram reunidos em um encontro nacional durante dois dias na cidade do Rio de Janeiro.

Mais uma turma concluiu o curso “Energia e Sociedade no Capitalismo Contemporâneo”, uma parceria entre o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPPUR-UFRJ) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). O grupo de estudantes - militantes de organizações sindicais e movimentos sociais de oito países da América Latina – decidiu homenagear o Comandante Hugo Chávez dando seu nome à turma.

Representantes sindicais e de organizações do movimento social de vários estados da Amazônia elegeram nove pontos prioritários para as discussões e ações no processo de consolidação da Plataforma para a Energia.

“Trabalhadores do campo e da cidade a lutar/por um projeto energético popular”. Com essas frases repetidas em uníssono pelos participantes, teve início na tarde desta terça-feira, 19, o Seminário Amazônico de Política Energética, realizado pelo Sindicato dos Urbanitários do Pará e pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), com apoio da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU).

Nesta terça-feira (5 de agosto), os paraenses foram para a rua dizer um basta aos abusos da Celpa (distribuidora de energia do Pará). A empresa recebeu autorização da Aneel para aumentar a conta de luz em 34,41%. O anúncio foi feito hoje. A empresa havia pedido à Aneel autorização para aumentar a tarifa de luz em 37,07%, mesmo sendo considerada uma das piores distribuidoras de energia do país. 

Nesta terça-feira (5 de agosto), os paraenses foram para a rua dizer um basta aos abusos da Celpa (distribuidora de energia do Pará). A empresa pediu à Aneel autorização para aumentar a tarifa de luz em 37,07%, mesmo sendo considerada uma das piores distribuidoras de energia do país. O reajuste, se autorizado, será anunciado no próximo dia 7 de agosto.

Empresas estariam deixando de participar dos leilões do governo federal para ampliar o lucro vendendo energia em sistema compulsório. Prática pode afetar consumidores e indústrias

por Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual

Foto:João Zinclar/Três Marias-MG

Vem aí mais um assalto aos bolsos dos paraenses: a Centrais Elétricas do Pará (Celpa) pediu à Aneel autorização para aumentar a tarifa de luz em 37,07%. O reajuste, se autorizado, será anunciado no próximo dia 7 de agosto.

O pedido ocorre após a empresa ser autorizada a reverter R$ 39,5 milhões de multas em “investimentos”, o que ocorreu em julho. A desculpa foi “recuperar a qualidade dos serviços”. No ano passado, a empresa foi autorizada a reajustar a tarifa em 11,52% para os consumidores residenciais.