Energia

Os participantes do Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas aprovaram, por aclamação, uma moção de apoio à renovação das concessões do setor elétrico, para evitar um aprofundamento na privatização do setor. "Neste momento parte importante do setor elétrico brasileiro, que ainda se encontram sob controle das estatais, corre o risco de vir a ser privatizado", diz a moção.

Leia na íntegra:

Todos pela energia: privatização não é a solução

 

Encerra nesta quarta-feira (22), com um grande ato, o Encontro Unitário dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas. Entre os pontos discutidos pelos 7 mil participantes do encontro estão a posição contrária a hidrelétrica de Belo Monte e a defesa das renovações das concessões do setor elétrico.

 

 

 

 

Oficina temática sobre soberania energética do Encontro Unitário das organizações do campo ressalta a importância da luta pelo controle social dos bens naturais

O governo deve apresentar a representantes das indústrias sua proposta para a renovação das concessões do setor elétrico. E da opinião dos trabalhadores, se esqueceu?

Neste momento, onde se discute no país a opção pela renovação ou licitação das concessões é necessário evitar qualquer risco de privatização e estabelecer condições para que, a parcela de energia em disputa, beneficie os trabalhadores e o povo brasileiro, em especial os consumidores residenciais.

Cobrança indevida gerou lucro de R$ 1 bilhão por ano para as empresas distribuidoras de energia

O número de vítimas de acidentes fatais entre terceirizados é cerca de três vezes maior que os ocorridos entre trabalhadores contratados. De cada 100 mil eletricitários terceirizados, 47,5 morreram durante o exercício da função.

Após mais de 20 anos sem realizar uma greve por tempo indeterminado, os trabalhadores eletricitários de todas as empresas do grupo Eletrobras – Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul e outras 10 empresas - paralisaram suas atividades desde segunda-feira, dia 16/07. A decisão pela greve foi tomada em assembleias realizadas em todo país.

Após paralisação de 72 horas na semana passada, os eletricitários do sistema Eletrobras permanecem mobilizados. Amanhã (11 de julho), a holding deverá apresentar sua proposta aos trabalhadores. Se a proposta não for satisfatória, os eletricitários deverão cruzar os braços por tempo indeterminado na semana que vem.

Os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema Eletrobrás encontram-se em mobilização nacional. A paralisação começou nesta quarta-feira (4/07) e envolve 14 empresas estatais, entre elas a Eletrobrás, Furnas, Eletronorte, Chesf, Eletrosul e várias distribuidoras.